O jurista Carl Von Kitsch (brega) no tribunal do júri
O artigo aborda a atmosfera kitsch presente nos tribunais, especialmente no tribunal do júri, analisando como rituais e exageros visuais podem obscurecer a essência do processo judicial. Utilizando referências de teóricos renomados, discute a manipulação estética que prioriza a aparência em detrimento do conteúdo, revelando o júri como um espetáculo onde papéis e momentos estão rigidamente pré-definidos. O autor, Alexandre Morais da Rosa, provoca uma reflexão sobre a banalização do Direito em...

O artigo aborda a temática do kitsch no ambiente do tribunal do júri, enfatizando como esse espaço se torna um espetáculo marcado por rituais de gosto duvidoso.
O autor, Alexandre Morais da Rosa, discute a atmosfera teatral e exagerada que permeia o julgamento, com ênfase nas vestes dos juízes, advogados e jurados, evocando sensações de pompa e drama, similares a um teatro. Ele referência obras de pensadores como Evandro Lins e Silva e Luis Alberto Warat, que já apontavam para a estética kitsch no contexto jurídico, destacando a falta de estilo e a predominância do superficial na experiência forense. O texto explora como o kitsch manipula desejos básicos e provocações, priorizando a aparência em detrimento do conteúdo, além de reforçar o caráter pré-definido das funções dentro do tribunal, o que culmina em um julgamento que pode ir além do mero processo legal.
Essa discussão é ampliada a partir de exemplos históricos e contemporâneos da estética kitsch, como manifestações na arte, literatura e mídias, consolidando a ideia de que o tribunal do júri é um dos espaços mais emblemáticos dessa estética no Direito Penal.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "O jurista Carl Von Kitsch (brega) no tribunal do júri", escrito por Alexandre Morais da Rosa.
- Atmosfera do Tribunal: Descrição do ambiente no tribunal do júri, incluindo vestes talares e a comparação com um teatro, onde a dramatização se torna evidente.
- Rituais Kitsch no Direito: Discussão sobre como os procedimentos forenses se assemelham a rituais de gosto duvidoso, caracterizados por exageros e falta de sentido.
- Definições de Kitsch: Análise do conceito de kitsch na arte e estética, com referência a autores como Umberto Eco e Abraham Moles, enfatizando a falta de originalidade e a superficialidade.
- Funções e Papéis no Tribunal: Reflexão sobre a pré-definição de papéis e funções de cada participante no júri, e como isso impacta a busca por justiça.
- Kitsch na Prática Judicial: O tribunal do júri é retratado como um dos exemplos mais kitsch do Direito Penal, ilustrando a teatralidade das interações legais.
- Exemplos de Kitsch: Citações de diferentes formas de kitsch em outras áreas, como arquitetura, literatura e televisão, para contextualizar a discussão.
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