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Artigos Conjur – Investigação defensiva melhora a competitividade penal

ARTIGO

Investigação defensiva melhora a competitividade penal

O artigo aborda a importância da investigação defensiva no processo penal, ressaltando que a defesa deve atuar ativamente desde a fase preliminar para garantir a competitividade cognitiva e o respeito ao contraditório. Os autores argumentam que a abordagem tradicional de aguardar a acusação é obsoleta, e que a defesa deve aproveitar as oportunidades probatórias para influenciar o julgamento, promovendo um processo penal mais justo e eficaz. Adicionalmente, discutem a necessidade de regulament...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
06 set. 2019 23 acessos 5,0 (2 avaliações)
Investigação defensiva melhora a competitividade penal

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância da investigação defensiva no contexto do processo penal, destacando a necessidade de uma postura ativa da defesa desde as fases preliminares, em vez de esperar a formalização da acusação.

Os autores discutem a superação do modelo tradicional que desconsidera a defesa durante o inquérito policial, enfatizando a eficácia e a necessidade do contraditório nesse estágio, mesmo que de forma limitada. Além disso, exploram a dinâmica entre a acusação e defesa, onde a carga probatória não é uma obrigação do réu, mas sua participação ativa pode ajudar na construção de uma percepção favorável no julgamento. O texto menciona a regulamentação da investigação defensiva pelo Provimento 188/2018 da OAB e a relevância de obras que tratam sobre o tema, como o "Manual Prático de Investigação Defensiva" e outra obra de Franklyn Roger Alves Silva, indicando uma mudança na busca por competitividade cognitiva entre as partes.

Há uma crítica à condução das investigações policiais, sugerindo uma abordagem mais colaborativa, e um alerta sobre a necessidade de adaptação às novas exigências de um processo penal acelerado e tecnologicamente avançado, ressaltando que a sobrevivência no contexto do Processo Penal 4.0 requer antecipação e proatividade da defesa para não se tornar um processo covarde.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Investigação defensiva melhora a competitividade penal" de Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Postura da Defesa no Processo Penal: A necessidade de uma defesa proativa e sua importância em um sistema processual que acelera com novas tecnologias.
  • Uso do Espaço na Investigação Preliminar: A importância de uma atuação defensiva durante a investigação, para evitar uma visão monocular dominando o processo.
  • Contraditório na Investigação: Discussão sobre a presença do contraditório e da ampla defesa durante a fase de investigação, além da evolução deste conceito.
  • Gestão de Riscos: Abordagem estratégica sobre o papel da defesa em relação à presunção de inocência e a importância de agir nas oportunidades probatórias.
  • Provimento 188/2018: Análise do regulamento que estabelece orientações sobre a investigação defensiva e seu impacto no processo penal.
  • Competitividade Cognitiva: Reflexão sobre a necessidade de uma defesa eficiente e atual frente a um processo penal dinâmico e acelerado.
  • O Papel do Delegado de Polícia: Considerações sobre a visão colaborativa que os investigadores devem ter em relação aos casos penais, e a importância de uma investigação imparcial.
  • Desafios do Processo Penal 4.0: A adaptação das defesas às novas realidades do processo penal, enfatizando a importância de não esperar para agir apenas na fase final da acusação.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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