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Artigos Migalhas – Lei anticrime e a impossibilidade de aplicação de benefícios não previstos em lei ao colaborador

ARTIGO

Lei anticrime e a impossibilidade de aplicação de benefícios não previstos em lei ao colaborador

O artigo aborda a aplicabilidade da colaboração premiada na legislação brasileira, especialmente após a Lei Anticrime, e discute a impossibilidade de conceder benefícios não previstos em lei aos colaboradores. O autor, Sérgio Bessa, analisa a natureza jurídica da colaboração premiada, o princípio da legalidade no direito penal e os riscos de acordos que extrapolam as disposições legais, ressaltando que tais práticas podem comprometer a segurança jurídica e a integridade do processo penal.

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
12 nov. 2020
Lei anticrime e a impossibilidade de aplicação de benefícios não previstos em lei ao colaborador

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a aplicação da colaboração premiada no contexto da Lei Anticrime, destacando a impossibilidade de concessão de benefícios não previstos legalmente ao colaborador.

Inicia com uma introdução histórica sobre a colaboração premiada no Brasil, mencionando suas origens nas Ordenações Filipinas e sua reintrodução na Constituição de 1988, especialmente em face do combate ao crime organizado. O texto analisa a natureza jurídica do instituto e sua regulamentação pela Lei de Organizações Criminosas (Lei 12.850/13), que estabelece as bases para o seu uso. A discussão gira em torno das implantações práticas na Operação Lava Jato, ressaltando acordos que incluíram benefícios não previstos em lei, como a progressão de pena mais benéfica e a utilização de bens oriundos de atividades criminosas. Toca sobre o princípio da legalidade, argumentando que a aplicação de qualquer benefício sem previsão legal violaria os direitos dos acusados e comprometeria o sistema judiciário, uma vez que o Ministério Público não pode atuar como legislador.

O texto conclui que a recente alteração na lei, que exige que os juízes verifiquem a legalidade dos benefícios na homologação dos acordos, é um avanço importante para garantir a segurança jurídica dos colaboradores e a integridade do processo penal. Por fim, enfatiza que a liberdade de negociação deve ser rigorosamente delimitada às disposições legais já existentes, de modo a preservar a justiça e a equidade no sistema penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Lei anticrime e a impossibilidade de aplicação de benefícios não previstos em lei ao colaborador" por Sérgio Bessa.

  • Introdução à colaboração premiada: Resumo histórico e a importância deste instituto na luta contra o crime organizado, ressaltando sua evolução até a promulgação da Lei 12.850/2013.
  • Artigo 4º da Lei 12.850/13: Detalhamento das sanções premiais previstas na lei para colaboradores, incluindo perdão judicial e redução de pena.
  • Benefícios não previstos em lei: Discussão sobre a prática de concessão de benefícios atípicos durante acordos de delação premiada na Operação Lava Jato.
  • Princípio da legalidade: Análise do princípio da legalidade estrita no âmbito penal e sua aplicação aos acordos de colaboração premiada.
  • Efeitos deletérios da negociação livre de benefícios: Reflexão sobre as implicações negativas da concessão de benefícios excessivos aos colaboradores, como delações falsas e instabilidade jurídica.
  • Implicações da nova redação da Lei Anticrime: Discussão sobre como a alteração promovida pela Lei 13.964/19 restringe a negociação de benefícios, assegurando maior conformidade legal.
  • Importância da homologação judicial: A necessidade da verificação judicial da adequação dos benefícios pactuados para evitar insegurança jurídica e proteger os direitos dos envolvidos.
  • Conclusão: Considerações finais sobre os avanços legais trazidos pela Lei Anticrime e a preservação do princípio da legalidade no contexto da colaboração premiada.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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