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Artigos Conjur – Dilema defensivo de usar ou não dados vazados e/ou da dark web no processo penal

ARTIGO

Dilema defensivo de usar ou não dados vazados e/ou da dark web no processo penal

O artigo aborda a complexidade ética e legal do uso de dados vazados e informações da dark web no contexto do processo penal. Os autores discutem a distinção entre a ilicitude na obtenção e a admissibilidade de tais provas na defesa, destacando a necessidade de critérios rigorosos, como a ausência de participação na obtenção ilegal e a verificação da autenticidade. Além disso, é enfatizado o equilíbrio entre a ampla defesa e a observância de direitos fundamentais, afirmando que cada caso deve...

Alexandre Morais da Rosa
11 abr. 2025 21 acessos
Dilema defensivo de usar ou não dados vazados e/ou da dark web no processo penal
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda o dilema defensivo da utilização de dados vazados e informações da dark web no processo penal, discutindo a legalidade e a ética na sua aplicação na defesa.

Inicialmente, explora a complexidade do uso dessas informações, considerando as implicações legais da obtenção e utilização de provas obtidas de forma ilícita. Em seguida, analisa a diferença entre a ilicitude na obtenção e a sua utilização pela defesa, explicando a "clean hands doctrine" que permite a atuação da defesa se não houver participação no ato ilícito. O texto também aborda os parâmetros constitucionais e jurisprudenciais que regem a admissibilidade de provas ilícitas, trazendo o exemplo de decisões do Supremo Tribunal Federal que permitem a utilização dessas provas em contextos específicos. Além disso, compara a abordagem internacional sobre o tema, citando o tratamento dado nos Estados Unidos e na Europa.

O artigo estabelece critérios para o uso legítimo dessas informações pela defesa, incluindo a inexistência de participação na obtenção, autenticação da prova, relevância e preservação da cadeia de custódia. Discorre também sobre os limites éticos da navegação na dark web e a responsabilidade da defesa em avaliar a origem das provas. Por último, é discutida a posição dos tribunais em relação a casos de provas de origem irregular, ressaltando a importância da ética e da legalidade na atuação defensiva. O texto conclui que o uso de dados vazados e da dark web é um tema delicado que exige uma análise cuidadosa e contextualizada, enfatizando a necessidade de competências digitais para uma defesa efetiva.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Dilema defensivo de usar ou não dados vazados e/ou da dark web no processo penal" por Alexandre Morais da Rosa e Gabriel Bulhões Nóbrega Dias.

  • Objetivo do artigo: Análise dos limites legais e éticos na utilização de dados sensíveis no processo penal, focando no dilema do uso defensivo de informações obtidas de condutas ilícitas.
  • Obtenção versus utilização da prova: Discussão sobre a distinção entre a ilicitude na obtenção de dados e sua utilização pela defesa, abordando a "clean hands doctrine".
  • Parâmetros constitucionais e jurisprudenciais: Consideração da Constituição e do papel do Supremo Tribunal Federal em permitir a prova ilícita em situações excepcionais.
  • Perspectiva comparada internacional: Comparação entre as abordagens dos EUA e da Europa em relação à admissibilidade de provas obtidas ilegalmente.
  • Critérios para o uso legítimo pela defesa: Quatro requisitos essenciais para admissibilidade da prova de origem ilícita, incluindo a inexistência de participação ativa na obtenção e a verificação da autenticidade.
  • Acesso à dark web e limites éticos: Discussão sobre a navegação na dark web, dever ético do defensor, e os limites entre defesa e violação de direitos.
  • Precedentes relevantes e tendências atuais: Exame de casos recente em tribunal que exemplificam a aceitação de provas de origem irregular sob boa-fé.
  • Ética profissional e responsabilidade: Importância de observar princípios éticos na defesa, sem fomentar a aquisição de provas ilícitas, mantendo a defesa clara e justificada.
  • Conclusão: Reflexão sobre o uso de dados vazados e informações da dark web, enfatizando a necessidade de análise cuidadosa e competências digitais no exercício da defesa.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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