Novas leis, novos avanços na proteção das mulheres. E precisamos de muito mais
O artigo aborda os avanços recentes na legislação brasileira em relação à proteção das mulheres, destacando três novas leis sancionadas que visam combater a violência de gênero e a discriminação. A primeira lei agrava penas para violência psicológica usando inteligência artificial, enquanto a segunda proíbe a discriminação de gestantes em processos seletivos de bolsas acadêmicas. A terceira lei introduz o uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores sob medidas protetivas. Apesar dos prog...

O artigo aborda os recentes avanços legislativos no Brasil em relação à proteção das mulheres, destacando três novas leis sancionadas em abril de 2025.
A Lei nº 15.123/2025 visa agravar a pena para violência psicológica cometida com inteligência artificial, respondendo ao aumento de casos de humilhação e constrangimento mediante o uso de tecnologias como deepfakes, propondo um aumento de pena e a necessidade de melhorias na investigação de crimes digitais. A Lei nº 15.124/2025 combate a discriminação de mulheres na ciência, proibindo questionamentos sobre planejamento familiar em processos de seleção para bolsas acadêmicas, e promovendo um ambiente mais inclusivo, embora ainda careça de políticas que apoiem a maternidade nas universidades.
Por fim, a Lei nº 15.125/2025 institui o uso de tornozeleira eletrônica para agressores sob medida protetiva, integrando um sistema de alerta para a vítima, com ênfase na necessidade de infraestrutura e capacitação para uma aplicação efetiva, enquanto ressalta a importância de serviços de acolhimento e programas de reeducação para agressores. Embora essas leis representem avanços significativos, o artigo critica a falta de implementação efetiva e a necessidade de um esforço contínuo de transformação cultural e legislativa para enfrentar a violência de gênero no Brasil.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Novas leis, novos avanços na proteção das mulheres" por Alice Bianchini e Jorge Bheron Rocha.
- Posição alarmante do Brasil na violência contra a mulher: O Brasil continua a ter altos índices de violência de gênero, apesar das legislações como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio.
- Lei nº 15.123/2025: Combate à violência psicológica utilizando inteligência artificial, com aumento de penas para crimes cometidos por meio de tecnologias como deepfakes.
- Aumento de casos de violência psicológica: A lei surge em resposta ao aumento alarmante de deepfakes e outros crimes digitais que afetam as mulheres, demonstrando a necessidade de resposta legislativa.
- Limitações e lacunas: Embora a nova norma represente um avanço, há a necessidade de investimentos em treinamento e tecnologia para efetiva aplicação da lei e prevenção de impunidade.
- Lei nº 15.124/2025: Proteção contra discriminação de mulheres na ciência, garantindo que questões pessoais não sejam utilizadas em processos seletivos relacionados a bolsas acadêmicas.
- Desigualdade no meio acadêmico: Reconhecimento da exclusão de gestantes e mães em processos seletivos, destacando a baixa representação feminina nas ciências.
- Ampliação da avaliação da produtividade científica: A lei estabelece um período de avaliação ampliado para mulheres em licença-maternidade, mas carece de políticas de apoio adicionais.
- Lei nº 15.125/2025: Institui o uso de tornozeleira eletrônica para agressores sob medida protetiva, visando melhorar a segurança da vítima.
- Desafios na implementação: A eficácia da monitoração depende de infraestrutura adequada e orçamento, além de treinamento de agentes públicos para lidar com as novas normas.
- Cultura misógina e necessidade de transformação social: As leis, embora importantes, não são suficientes para erradicar a violência; é preciso trabalho contínuo de conscientização e políticas públicas integradas.
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