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Artigos Migalhas – O fim do protesto por novo júri e a questão do Direito Intertemporal

ARTIGO

O fim do protesto por novo júri e a questão do Direito Intertemporal

O artigo aborda a revogação do protesto por novo júri pela Lei nº 11.689/2008 e as implicações do Direito Intertemporal, examinando questões de retroatividade e ultra-atividade das normas revogadas. Com uma análise aprofundada das normas processuais e sua natureza jurídica, o autor debate se réus denunciados por crimes antes da nova lei terão direito ao recurso, destacando os princípios de irretroatividade e aplicação imediata das leis penais que regem a matéria. A discussão se alinha a um co...

Rômulo Moreira
17 jun. 2008 9 acessos
O fim do protesto por novo júri e a questão do Direito Intertemporal

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a recente revogação do protesto por novo júri, conforme estabelecido pela Lei nº 11.689/2008, que extingue este recurso previsto no Código de Processo Penal, e discute a questão do direito intertemporal sob a nova legislação.

O texto analisa a origem e a tramitação de reformas no Código de Processo Penal, enfatizando mudanças significativas ao longo das décadas, e destaca os impactos históricos de um sistema processual penal que ainda parece refletir práticas de regimes autoritários. A discussão se aprofunda na natureza jurídica das normas revogadas, considerando se são de caráter puramente processual ou híbrido, implicando na aplicação de princípios intertemporal como a irretroatividade da nova lei e a ultra-atividade de normas passadas. O artigo também explora temas de garantias constitucionais, como o duplo grau de jurisdição, e aborda a necessidade de um sistema processual que respeite os direitos fundamentais do acusado, além de discutir a reforma processual no contexto da legislação comparada.

Por fim, o autor defende que a extinção do protesto por novo júri deve ser analisada à luz dos princípios do direito intertemporal, ressaltando a relevância da proteção a direitos fundamentais e a necessidade de adaptação do sistema às demandas contemporâneas de justiça.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O fim do protesto por novo júri e a questão do Direito Intertemporal" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Revogação do protesto por novo júri: Análise da extinção do protesto por novo júri pela Lei nº. 11.689/2008 e as implicações imediatas dessa mudança.
  • Histórico da reforma do Código de Processo Penal: Discussão sobre as tentativas de reformas no Código desde sua promulgação em 1941, destacando os principais momentos e figuras envolvidas.
  • Direito intertemporal: Exploração dos princípios que regem a irretroatividade e a retroatividade das leis penais, especialmente no contexto do protesto por novo júri.
  • Natureza jurídica da norma revogada: Debate sobre se os artigos que tratavam do protesto por novo júri são puramente processuais ou híbridos, e suas consequências no âmbito do direito intertemporal.
  • Garantias constitucionais: Reflexão sobre o duplo grau de jurisdição como garantia constitucional e sua relação com as mudanças no Código de Processo Penal.
  • Observância das normas processuais: Considerações sobre a aplicação das normas processuais e materiais em relação a crimes cometidos antes e depois da nova legislação.
  • Implicações práticas: Discussão sobre como a nova norma afeta os réus que cometeram crimes antes da vigência da nova lei e suas opções de recurso.
  • Similaridades e diferenças com outros países: Comparação do sistema processual penal brasileiro com reformas em outros países da América Latina e da Europa, evidenciando tendências comuns.
  • Desafios e perspectivas futuras: Reflexão sobre os próximos passos necessários para reformar e modernizar o sistema processual penal brasileiro em conformidade com princípios democráticos.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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