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Artigos Conjur – No balcão da delação, não basta ser inocente, é preciso provar

ARTIGO

No balcão da delação, não basta ser inocente, é preciso provar

O artigo aborda a complexidade da justiça negociada, destacando que, para os acusados, não é suficiente apenas ser inocente, mas também é necessário apresentar evidências que provem sua defesa, invertendo a lógica da presunção de inocência. O texto explora a pressão que os acusados enfrentam durante as investigações, como no caso de Peter Heidegger, onde a confissão forçada pode levar a injustiças. Além disso, critica a falta de controle democrático sobre as provas e a transparência nos acord...

Alexandre Morais da Rosa
04 nov. 2016 9 acessos
No balcão da delação, não basta ser inocente, é preciso provar
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade da delação no contexto jurídico, enfatizando que, além de ser inocente, o acusado deve apresentar provas defensivas para evitar a condenação.

A peça discute a economia de tempo e recursos trazida pela delação premiada, que permite a implementação rápida de penas, mas também altera o padrão probatório tradicional, tornando o controle jurisdicional mais contingente. O caso de Peter Heidegger ilustra os perigos da confissão forçada, revelando como a pressão policial pode levar inocentes a declarar-se culpados, invertendo a lógica da presunção de inocência. A perspectiva da "justiça negociada" é analisada sob a ótica do jogo da negociação, onde o acusado enfrenta a dicotomia "pegar ou largar" na aceitação de uma culpa, refletindo uma estratégia de intimidação e falta de controle democrático sobre as provas.

Além disso, o texto aponta a necessidade de atualização do sistema penal à luz das teorias de jogos e levanta preocupações sobre a falta de transparência nas negociações e a fragilidade das provas testemunhais no novo cenário da justiça penal consensual.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "No balcão de negócios da delação, não basta ser inocente, é preciso provar", de Alexandre Morais da Rosa.

  • Nova Abordagem da Justiça Negociada: A implementação de uma lógica de justiça que prioriza a negociação e a aceitação de culpa, apresentando um risco para os inocentes que não conseguem provar sua defesa.
  • O Caso Peter Heidegger: Análise do caso de um homem que foi injustamente acusado, ressaltando os perigos dos interrogatórios agressivos e das confissões forçadas.
  • Presunção de Inocência e Provas: Critica a inversão do princípio da presunção de inocência ao enfatizar que, no novo sistema, é necessário apresentar provas que sustentem a defesa.
  • Pressão Psicológica nas Confissões: Discussão sobre como a pressão policial pode levar indivíduos inocentes a confessar crimes, devido à manipulação e intimidação durante a investigação.
  • Teoria dos Jogos no Processo Penal: Sugestão de uma nova forma de entender o processo penal à luz da Teoria dos Jogos, destacando as implicações das escolhas feitas pelos acusados.
  • Falta de Controle Democrático: A ausência de supervisão e regras claras na obtenção de provas e acordos, evidenciando a fragilidade do sistema penal consensual.
  • Consequências da Negociação Judicial: Avaliação do impacto da justiça consensual na percepção pública sobre criminalidade e punição, que pode resultar em um "bode expiatório" em vez de justiça real.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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