A lei de abuso de autoridade, o veto e a mensagem
O artigo aborda a recente publicação da Lei nº 13.869 sobre crimes de abuso de autoridade, discutindo os vetos presidenciais, especialmente em relação ao artigo 9º, que tipificava como crime determinadas condutas de magistrados. O autor analisa as razões para o veto, destacando a dúvida sobre a "insegurança jurídica" gerada pela redação proposta e argumenta que a criminalização de certas ações deveria ser mantida para proteger a ordem constitucional e a atuação judicial.

O artigo aborda a promulgação da Lei nº 13.869 sobre crimes de abuso de autoridade no Brasil, destacando o veto presidencial a um dispositivo que tipificava como crime a decretação de prisões manifestamente ilegais por magistrados e a não concessão de habeas corpus quando cabível.
O autor, Rômulo de Andrade Moreira, discute as razões invocadas para o veto, enfatizando a insegurança jurídica gerada por um tipo penal aberto, o que, segundo o veto, comprometeria a independência do judiciário. O texto analisa os fundamentos legais da prisão no Código de Processo Penal, diferenciando as medidas cautelares admissíveis e a necessidade de fundamentação nas decisões judiciais.
Além disso, o autor critica a eficácia de leis penais e a seletividade do sistema penal, sugerindo que a criminalização de condutas por agentes públicos deve ser acompanhada de uma reflexão ética, e conclui expressando esperança na derrubada do veto pelo Congresso.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo de Rômulo de Andrade Moreira sobre a Lei de Abuso de Autoridade, suas implicações e o veto presidencial.
- Publicação da Lei nº 13.869: Lei que trata sobre os crimes de abuso de autoridade, publicada em 5 de setembro no Diário Oficial da União.
- Vetos Presidenciais: Análise dos vetos à lei baseados em sugestões de diversas instituições e associações, incluindo a Controladoria-Geral da União e o Ministério da Justiça.
- Artigo 9º e Crime de Abuso de Autoridade: Discussão do artigo vetado que tipificava como crime a decretação de prisão em desconformidade com as leis.
- Insegurança Jurídica: Razões apresentadas pelo Presidente da República para o veto, relacionadas à insegurança jurídica e independência do magistrado.
- Crítica à Eficácia de Leis Penais: Reflexão sobre a eficácia das leis penais incriminadoras e a questão da ética no discurso jurídico-penal.
- Constituição e Direitos de Liberdade: Referência à Constituição Federal que assegura a prisão apenas em casos específicos e com ordem judiciária competente.
- Pressupostos Legais para Prisão: Explicação das situações em que a privação de liberdade é permitida, conforme o Código de Processo Penal.
- Elementos Subjetivos na Configuração de Crimes: Definição de que a lei exige elementos subjetivos para caracterizar o crime de abuso de autoridade.
- Caso do Habeas Corpus: Discussão sobre a não concessão de habeas corpus como crime de abuso de autoridade.
- Crítica ao Veto: Argumentos contra a necessidade do veto e a seletividade do sistema penal, com referências a autores relevantes.
- Expectativas sobre o Congresso Nacional: Desejo de que o veto seja derrubado pelo Congresso, segundo a Constituição Federal.
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