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Artigos Conjur – Resta algo do pacote anticrime? Mais punição e menos garantias

ARTIGO

Resta algo do pacote anticrime? Mais punição e menos garantias

O artigo aborda a análise crítica das mudanças introduzidas pelo Pacote Anticrime, evidenciando a tensão entre maior punição e a redução de garantias processuais. Os autores discutem a suspensão de dispositivos como o juiz de garantias e a retroatividade do acordo de não persecução penal, destacando a necessidade de proteger os direitos fundamentais, mesmo diante de um cenário penal populista. Concluem que, apesar das reformas punitivistas, ainda são urgentes mudanças de mentalidade no sistem...

Alexandre Morais da Rosa, Gina Muniz
13 nov. 2020 28 acessos
Resta algo do pacote anticrime? Mais punição e menos garantias

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversas questões relacionadas ao pacote anticrime e suas implicações para o sistema penal brasileiro. Primeiramente, discute-se a atuação contraditória do Judiciário, que, ao se comportar como legislador positivo, pode comprometer a separação de poderes e os direitos processuais fundamentais.

Em seguida, a análise se concentra no art. 3°-A do CPP, que reafirma o sistema acusatório, mas cuja vigência está suspensa. O juiz de garantias, figura prevista para proteger direitos fundamentais na fase investigatória, também se encontra sem aplicação devido a decisões judiciais. Outras alterações legislativas incluem a vinculação da decretação de prisões a pedidos do Estado Acusador e as resistências na prática judicial. O artigo também discute a retroatividade do acordo de não persecução penal, com divergências nas decisões dos tribunais sobre sua aplicação, além de normativas que elevam os requisitos para progressão de regime.

Por fim, enfatiza-se a necessidade de uma mudança de mentalidade no tratamento da justiça penal, ressaltando que as reformas não são suficientes se não forem acompanhadas de uma verdadeira proteção dos direitos individuais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Resta algo do pacote anticrime? Mais punição e menos garantias" de Alexandre Morais da Rosa e Gina Ribeiro Gonçalves Muniz.

  • Movimentos contrarreformas: Discussão sobre como intervenções judiciais têm afetado a conformidade com a norma jurídica e os direitos processuais fundamentais.
  • Artigo 3°-A do CPP: Análise da suspensão da vigência deste artigo que reafirma a adoção do sistema acusatório, desencadeada por decisões cautelares em Ações Diretas de Inconstitucionalidade.
  • Juiz de Garantias: Importância e suspensão da sua implementação, e críticas a argumentos contrários à sua adoção, bem como a necessidade de preservar a imparcialidade do magistrado.
  • Medidas cautelares: Discussão das modificações nos artigos do CPP que exigem pedidos prévio do Estado Acusador para a decretação de prisões preventivas e outras medidas cautelares.
  • Conversão da prisão: Crítica à prática de conversão de prisão em flagrante à preventiva de ofício, com referência a vários julgados que asseguram a vedação dessa prática.
  • Retroatividade do acordo de não persecução penal: Debate sobre a aplicabilidade da retroatividade e as implicações para processos penais em andamento, junto com a crítica a decisões que negam essa possibilidade.
  • Patamares de cumprimento de pena: Exposição das novas exigências de cumprimento de pena para progressão de regime, especialmente em crimes hediondos, que complicam a situação dos réus.
  • Populismo penal: Conclusão sobre como reformas legislativas sem mudança de mentalidade fortalecem a cultura punitivista, prejudicando direitos fundamentais e o processo penal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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