#375 | Infografia no Tribunal do Júri e os bastidores do Caso Henry Borel | Lilian Soares e Rafael Roza
O episódio aborda o uso da infografia e de ferramentas tecnológicas no Tribunal do Júri, a partir da experiência de Rafael Roza na defesa de Monique Medeiros, no caso Henry Borel. São discutidos a preparação e a gestão de uma banca em um plenário de 11 dias, a análise estratégica de provas e depoimentos, além de ferramentas como PowerPoint, Obsidian, Canva e inteligência artificial. O episódio também traz orientações práticas para jovens advogados aplicarem recursos visuais em júris, sustenta...

O episódio aborda o uso da infografia e de ferramentas tecnológicas no Tribunal do Júri, a partir da experiência de Rafael Roza na defesa de Monique Medeiros, no caso Henry Borel. São discutidos a preparação e a gestão de uma banca em um plenário de 11 dias, a análise estratégica de provas e depoimentos, além de ferramentas como PowerPoint, Obsidian, Canva e inteligência artificial. O episódio também traz orientações práticas para jovens advogados aplicarem recursos visuais em júris, sustentações orais e memoriais.
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Tópicos abordados
Principais temas e pontos abordados neste conteúdo
Principais temas abordados no episódio sobre infografia no Tribunal do Júri, a participação no caso Henry Borel e os desafios da jovem advocacia criminal.
- Trajetória de Rafael Roza na advocacia criminal: A participação de Rafael na comunidade Criminal Player desde a primeira geração, sua experiência como jovem advogado e sua atuação como presidente da Comissão de Direito Penal da OAB da Lapa e integrante do Conselho Seccional da Jovem Advocacia de São Paulo.
- Participação no júri do caso Henry Borel: Os bastidores da atuação de Rafael na banca defensiva de Monique Medeiros, em um dos julgamentos mais complexos e emblemáticos do país.
- Uso da tecnologia no Tribunal do Júri: Como recursos visuais, apresentações e infografias podem facilitar a compreensão das provas e potencializar a comunicação da tese defensiva perante os jurados.
- Infografia como ferramenta de defesa: A utilização de elementos gráficos para organizar depoimentos, documentos, imagens, vídeos e demais provas, tornando a exposição mais clara, objetiva e acessível ao Conselho de Sentença.
- Preparação da infografia a partir do processo: A análise integral dos autos, depoimento por depoimento, para identificar informações relevantes, contradições, pontos de confronto e elementos capazes de corroborar a tese defensiva.
- Infografia durante a inquirição de testemunhas: O uso de trechos selecionados dos depoimentos para direcionar perguntas, confrontar versões e extrair das testemunhas as informações necessárias à estratégia do caso.
- Adaptação da estratégia em tempo real: A necessidade de revisar e produzir materiais durante os 11 dias de plenário, considerando as novas provas, os depoimentos prestados e as reações dos jurados.
- Observação do comportamento dos jurados: A importância de acompanhar quais provas e temas despertam maior atenção dos integrantes do Conselho de Sentença para ajustar a apresentação nos debates.
- Organização e divisão de tarefas na banca defensiva: A estruturação de uma equipe numerosa, com funções específicas para acompanhar depoimentos, editar materiais, observar os jurados, realizar anotações e selecionar conteúdos relevantes.
- Importância da liderança no Tribunal do Júri: A comparação da banca defensiva com uma tripulação de navio e a necessidade de contar com advogados responsáveis por coordenar decisões, alinhar estratégias e evitar a dispersão da equipe.
- Logística e gestão de informações em megajulgamentos: Os desafios relacionados ao armazenamento, edição e compartilhamento de grande volume de vídeos e documentos, incluindo a necessidade de manter múltiplos backups.
- Definição da tese defensiva: A construção da infografia a partir do objetivo central da defesa, como no caso da negativa de autoria e da alegação de que Monique não tinha ciência das agressões sofridas por Henry.
- Seleção e ordem lógica das provas: A escolha do que deve ser apresentado aos jurados e a organização dos elementos probatórios em uma sequência coerente, conduzindo o julgador do ponto inicial até a conclusão da tese.
- Aplicação da infografia em outros procedimentos: A possibilidade de utilizar recursos visuais em sustentações orais, memoriais, processos comuns, julgamentos colegiados e casos de grande complexidade, como os relacionados aos atos de 8 de janeiro.
- Ferramentas digitais para organização jurídica: O uso do Obsidian para estruturar documentos, conectar depoimentos, localizar pontos de confronto e organizar o processo de maneira rápida e lógica.
- Ferramentas básicas para criar apresentações: A indicação do PowerPoint como recurso acessível para inserir recortes de depoimentos, indicar páginas e eventos processuais e destacar trechos relevantes.
- Uso de inteligência artificial e plataformas visuais: A menção a ferramentas como Gamma, Prezi, Canva, Claude e NotebookLM para auxiliar na criação de apresentações, conforme o tempo disponível e a estratégia de cada caso.
- Infografia com precisão e referência aos autos: A importância de indicar a origem das informações, como folhas, IDs, eventos processuais e termos de depoimento, permitindo a conferência integral do material apresentado.
- Atuação da Seven Lens: A explicação sobre o trabalho especializado de criação de apresentações e infografias jurídicas em parceria com advogados, a partir da tese e das necessidades específicas de cada processo.
- Desenvolvimento profissional na jovem advocacia: Os incentivos para que jovens advogados aproveitem oportunidades, aceitem desafios e busquem experiências capazes de acelerar sua formação prática.
- Preparação para aproveitar oportunidades: A ideia de que a sorte surge quando a oportunidade encontra alguém preparado, reforçando a importância do estudo, da dedicação e da disposição para assumir novos projetos.
- Mensagem final de coragem e iniciativa: O estímulo para que os profissionais se arrisquem com responsabilidade, contem com equipes de apoio e não recusem oportunidades por medo da complexidade ou da falta de experiência.
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