O fim do protesto por novo júri e a questão do Direito Intertemporal
O artigo aborda a revogação do protesto por novo júri pela Lei nº 11.689/2008 e as implicações do Direito Intertemporal, examinando questões de retroatividade e ultra-atividade das normas revogadas. Com uma análise aprofundada das normas processuais e sua natureza jurídica, o autor debate se réus denunciados por crimes antes da nova lei terão direito ao recurso, destacando os princípios de irretroatividade e aplicação imediata das leis penais que regem a matéria. A discussão se alinha a um co...

O artigo aborda a recente revogação do protesto por novo júri, conforme estabelecido pela Lei nº 11.689/2008, que extingue este recurso previsto no Código de Processo Penal, e discute a questão do direito intertemporal sob a nova legislação.
O texto analisa a origem e a tramitação de reformas no Código de Processo Penal, enfatizando mudanças significativas ao longo das décadas, e destaca os impactos históricos de um sistema processual penal que ainda parece refletir práticas de regimes autoritários. A discussão se aprofunda na natureza jurídica das normas revogadas, considerando se são de caráter puramente processual ou híbrido, implicando na aplicação de princípios intertemporal como a irretroatividade da nova lei e a ultra-atividade de normas passadas. O artigo também explora temas de garantias constitucionais, como o duplo grau de jurisdição, e aborda a necessidade de um sistema processual que respeite os direitos fundamentais do acusado, além de discutir a reforma processual no contexto da legislação comparada.
Por fim, o autor defende que a extinção do protesto por novo júri deve ser analisada à luz dos princípios do direito intertemporal, ressaltando a relevância da proteção a direitos fundamentais e a necessidade de adaptação do sistema às demandas contemporâneas de justiça.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "O fim do protesto por novo júri e a questão do Direito Intertemporal" por Rômulo de Andrade Moreira.
- Revogação do protesto por novo júri: Análise da extinção do protesto por novo júri pela Lei nº. 11.689/2008 e as implicações imediatas dessa mudança.
- Histórico da reforma do Código de Processo Penal: Discussão sobre as tentativas de reformas no Código desde sua promulgação em 1941, destacando os principais momentos e figuras envolvidas.
- Direito intertemporal: Exploração dos princípios que regem a irretroatividade e a retroatividade das leis penais, especialmente no contexto do protesto por novo júri.
- Natureza jurídica da norma revogada: Debate sobre se os artigos que tratavam do protesto por novo júri são puramente processuais ou híbridos, e suas consequências no âmbito do direito intertemporal.
- Garantias constitucionais: Reflexão sobre o duplo grau de jurisdição como garantia constitucional e sua relação com as mudanças no Código de Processo Penal.
- Observância das normas processuais: Considerações sobre a aplicação das normas processuais e materiais em relação a crimes cometidos antes e depois da nova legislação.
- Implicações práticas: Discussão sobre como a nova norma afeta os réus que cometeram crimes antes da vigência da nova lei e suas opções de recurso.
- Similaridades e diferenças com outros países: Comparação do sistema processual penal brasileiro com reformas em outros países da América Latina e da Europa, evidenciando tendências comuns.
- Desafios e perspectivas futuras: Reflexão sobre os próximos passos necessários para reformar e modernizar o sistema processual penal brasileiro em conformidade com princípios democráticos.
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