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Artigos Empório do Direito – Manifesto do desejo via mediação diagonal

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ARTIGO

Manifesto do desejo via mediação diagonal

O artigo aborda a proposta de Mediação Diagonal, delineando suas características e desafios em um cenário jurídico contemporâneo. Alexandre Morais da Rosa discute a importância de se afastar da noção tradicional de vítima e do simplismo dos processos mediativos, enfatizando a necessidade de um espaço que permita a escuta e a responsabilização dos sujeitos envolvidos, promovendo uma abordagem laica e pragmática em conflitos. Além disso, é abordada a crítica à instrumentalização da mediação pel...

Alexandre Morais da Rosa
17 fev. 2015 17 acessos
Manifesto do desejo via mediação diagonal

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a "Mediação Diagonal", uma proposta inovadora de mediação que busca desafiar a compreensão tradicional dos papéis de vítimas e agressores.

Primeiramente, faz referência ao conto “A Intrusa” de Jorge Luis Borges para ilustrar as complexidades dos relacionamentos e do desejo humano, insinuando que todos os personagens são, em certa medida, vítimas de seus próprios desejos. A seguir, discute a necessidade de uma abordagem laica na mediação, que não deva ser vista como um caminho para a redenção ou transcendência, mas como um processo prático de resolução de conflitos. O autor critica a forma como o sistema judiciário brasileiro tende a reduzir a mediação a uma ferramenta para manejo de processos, ignorando sua autonomia e potencial transformador. Em seguida, o texto aprofunda-se nas especificidades da mediação, explorando sua aplicabilidade nas esferas criminológica, filosófica, sociológica, jurídica e antropológica, enfatizando que uma abordagem universal não é adequada. A questão do sujeito na mediação é central, sendo fundamental reconhecer a singularidade e a complexidade das pessoas envolvidas, em vez de vê-las apenas como vítimas ou agressores.

O autor propõe que a mediação deve favorecer a escuta e o reconhecimento do outro, possibilitando um laço social mais genuíno. Ele critica a aproximação da mediação à lógica do consenso, que muitas vezes impede a verdadeira expressão dos sujeitos. Em última análise, defende uma “mediação carnavalesca” que permita uma leitura não linear dos conflitos e a construção de novas narrativas, afastando-se da normatividade rígida do modelo judicial tradicional. A obra conclui com uma reflexão sobre o papel do desejo e a necessidade de se abrir espaço para o imprevisto e o singular nas interações humanas, chamando à ação a partir de uma visão mais aberta e inclusiva na mediação.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Manifesto do desejo via mediação diagonal" por Alexandre de Morais da Rosa.

  • O conto de Borges e a Mediação Diagonal: Análise do conto "A Intrusa" de Jorge Luis Borges, relacionando a dinâmica familiar à ideia de mediação diagonal e desejo.
  • Mediação Laica: Definição da mediação como um processo sem transcendência, enfatizando sua aplicação prática, afastada de ideais religiosos ou místicos.
  • Limites da Mediação no Brasil: Discussão sobre a incapacidade do Poder Judiciário de compreender a autonomia da mediação, que é vista apenas como uma ferramenta para diminuir a carga de processos.
  • Descentramento do sujeito: Como a modernidade transformou a concepção de sujeito a partir de uma visão individualista para um foco mais descentrado, impactando a mediação.
  • Importância do desejo: A subjetividade e as motivações pessoais no contexto da mediação e como elas influenciam as relações sociais e a expressão do desejo.
  • A crítica à ética da vítima: Debate sobre o papel da vítima na mediação e a problemática de se basear as soluções no seu testemunho, promovendo reações binárias entre agressores e vítimas.
  • Distinção entre 'compartilhado' e 'consenso': Análise das relações sociais e mediativas, propondo que é mais valioso um espaço compartilhado que reflete a complexidade das interações humanas.
  • Leitura cruzada e metáforas literárias: Uso da literatura como metáfora para explicar a dinâmica da mediação e o papel dos envolvidos, com referência a Cortázar.
  • Fantasia popular e mediação: Reflexão sobre a visão messiânica que permeia a prática da mediação e o perigo de se fixar a crença em papéis absolutos, como o de salvador.
  • Aproximação do real: Argumentação de que o conflito e a mediação não devem ser vistos de maneira linear, e que cada situação é singular e complexa.
  • Papel do mediador: Reflexão sobre o tipo de mediador que pode promover a mediação diagonal, enfatizando a necessidade de se afastar da norma opressiva.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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