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Artigos Conjur – Sustentações orais em agravos da negativa de HC

ARTIGO

Sustentações orais em agravos da negativa de HC

O artigo aborda a recente alteração na Lei 8.906/94, que garante o direito à sustentação oral em agravos de decisões monocráticas no STJ, e como essa mudança provoca um aumento significativo das sustentações orais. Os autores discutem os desafios que essa prática traz para a administração da justiça, destacando a necessidade de ampliação da estrutura do STJ e uma reflexão sobre o uso excessivo do Habeas Corpus e a banalização do direito penal, que contribuem para o congestionamento judicial e...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
08 jul. 2022 19 acessos
Sustentações orais em agravos da negativa de HC

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda temas como a alteração legal com a Lei 14.365/2022, que assegura o direito à sustentação oral em agravos de Habeas Corpus (HC) e outros recursos, evidenciando o impacto negativo na administração da justiça e na advocacia devido ao alto número de sustentações orais.

Discute a necessidade urgente de aumentar a estrutura do STJ, sugerindo a reconfiguração das turmas, e critica a jurídica defensiva e a criação excessiva de agravos e HCs, que revelam problemas do sistema judicial. A banalização do direito penal e a irresponsabilidade na acusação, levando ao congestionamento das varas e tribunais, também são analisadas, assim como a falta de controle das denúncias que afeta casos graves.

O conceito da "Tragédia dos Comuns" é utilizado para explicar como a busca individualista na litigância prejudica o sistema judicial e gera processos desnecessários. O artigo conclui que, para reduzir a quantidade de HCs e a sobrecarga nas sustentações orais, é necessário repensar a admissibilidade das acusações e a motivação das decisões judiciais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo sobre sustentação oral em agravos da negativa de HC, escrito por Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Inovação da Lei 14.365/2022: Alterações que possibilitam o direito de sustentação oral em agravos regimental que atacam decisões monocráticas no âmbito do STJ, ressaltando os desafios e implicações dessa mudança para a advocacia.
  • Quantidade de Sustentações Orais: Aumento significativo no número de sustentações orais no STJ, o que prejudica a administração da justiça e pode impactar negativamente a atuação dos advogados.
  • Aumento da Estrutura do STJ: Proposta de ampliação do número de ministros no STJ para melhor lidar com a demanda judicial crescente, considerando a insuficiência atual da estrutura para um país grande como o Brasil.
  • Jurisprudência Defensiva: Críticas à jurisprudência defensiva, como a Súmula 7, que limita a análise de provas e contribui para a proliferação de recursos, inclusive Habeas Corpus, sem fundamentos adequados.
  • Tragédia dos Comuns no Habeas Corpus: Análise sobre como a impetração excessiva de Habeas Corpus torna difícil para os juízes distinguirem entre casos relevantes e infundados, resultando em congestionamento dos tribunais.
  • Banalização do Direito Penal: Discussão sobre a banalização das acusações e do uso do direito penal, ressaltando a crise do processo penal e suas repercussões na administração da justiça.
  • Acusações Infundadas: Aumento de denúncias sem lastro probatório, destacando a responsabilidade dos juízes em barrar essas acusações para evitar o entupimento do sistema judiciário.
  • Importância da Motivação nas Decisões: Necessidade de fundamentação nas decisões de admissibilidade das acusações para reduzir a quantidade de recursos e garantias processuais.
  • Relação entre Processo e Pena: Reflexão sobre como o processo penal pode ser uma forma de punição prévia, afetando a vida do acusado antes de um julgamento.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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