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Artigos Conjur – Regimento interno do STF e ‘coletividade-vítima’: hora da legitimação penal subsidiária?

ARTIGO

Regimento interno do STF e 'coletividade-vítima': hora da legitimação penal subsidiária?

O artigo aborda a questão da legitimação penal subsidiária no contexto do Supremo Tribunal Federal (STF) e a possível inércia do procurador-geral da República (PGR). O autor discute a necessidade de uma reforma constitucional que amplie os legitimados para a ação penal, especialmente em casos de crimes que afetam coletividades, e apresenta propostas para atualizar o Regimento Interno do STF, com o intuito de fortalecer a defesa das coletividades-vítimas e garantir a representação adequada em ...

Maurilio Casas Maia
03 fev. 2025 19 acessos
Regimento interno do STF e \'coletividade-vítima\': hora da legitimação penal subsidiária?
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da legitimação penal subsidiária no contexto de inércia do procurador-geral da República (PGR) perante o Supremo Tribunal Federal (STF), discutindo a necessidade de uma mudança constitucional que facilite a participação de outros legitimados na ação penal, especialmente em casos que envolvem “vítimas-coletivas” como em crimes contra a saúde pública e a economia.

Destaca-se a importância de uma atualização no Regimento Interno do STF, que já contém dispositivos relativos à ação penal privada, para melhor incluir a terminologia da “ação penal subsidiária” e aumentar sua visibilidade. O texto menciona também a previsão de legitimados subsidiários em outras legislações, como o Decreto-Lei nº 201/1967 e o Código Eleitoral, questionando se há um rol abrangente de legitimados penais subsidiários no Brasil que ainda não é amplamente debatido. Aborda-se ainda a subrepresentação de coletividades no direito processual civil e de defesa do consumidor, ressaltando que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) já contempla uma legitimação coletiva, que deve ser expandida para outras áreas do direito penal.

O artigo discute o artigo 80 do CDC como um marco para legitimados em ações penais relacionadas a crimes contra o consumidor, e as implicações das decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre a legitimidade da Defensoria Pública e outras entidades. Por fim, a possibilidade de atuação da Defensoria Pública na persecução penal é debatida em relação ao que poderia representar uma invasão de competência, levando à reflexão sobre a responsabilidade do Estado como um todo na proteção dos direitos das coletividades-vítimas e a repensar os contornos da legitimidade penal subsidiária, considerando a atualização do Regimento Interno do STF como um potencial motor de mudança nessa direção.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Regimento interno do STF e 'coletividade-vítima': hora da legitimação penal subsidiária?", de Maurilio Casas Maia.

  • Legitimação Penal Isolada: Discussão sobre a legitimação do procurador-geral da República (PGR) e sua conexão com o conceito de "poder imperial".
  • Atualização do Regimento Interno do STF: Relevância da atualização do regimento para promover a "ação penal subsidiária" e sua adaptação para incluir legitimados diversos.
  • Sistemas Processuais e Legitimação Subsidiária: Análise das saídas em outras jurisdições que tratam da legitimação subsidiária com base no artigo 80 do Código de Defesa do Consumidor (CDC).
  • Modelo Misto de Legitimação no CDC: Como o CDC endossa um modelo misto de legitimação, permitindo a atuação coletiva de órgãos públicos e associações privadas.
  • Defensoria Pública e a Comunidade-Vítima: Exploração do papel da Defensoria Pública na defesa de coletividades vítimas e normativas que lhe conferem legitimidade penal subsidiária.
  • Limitações do CDC: Críticas à proteção mais intensa oferecida às relações de consumo em comparação com outros bens jurídicos.
  • Reflexão sobre a Invasão 'Punivista': Discussão sobre a atuação da Defensoria Pública em persecução penal e as preocupações acerca do sistema penal abusivo.
  • Possíveis Barreiras no STF: Análise das possíveis limitações impostas ao STF em reconhecer legitimidades subsidiárias em ações penais e a necessidade de debate sobre esses aspectos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Maurilio Casas MaiaDefensor Público e Professor da Universidade Federal do Amazonas desde 2013. Doutor em Direito Constitucional (UNIFOR) e Mestre em Ciências Jurídicas (UPFB).

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