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Artigos Conjur – André Callegari: Reflexões sobre o poder de investigar

ARTIGO

André Callegari: Reflexões sobre o poder de investigar

O artigo aborda a evolução do poder de investigar no Brasil, destacando a transição da investigação criminal da polícia judiciária para o Ministério Público após a Constituição de 1988. O autor discute a prevalência de métodos ineficazes e coercitivos, como a condução coercitiva e a prisão temporária, evidenciando a urgência de respeitar os direitos constitucionais. Além disso, analisa críticas a práticas como a colaboração premiada e a falta de supervisão em procedimentos de investigação, en...

André Callegari
07 ago. 2023 17 acessos
André Callegari: Reflexões sobre o poder de investigar

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a evolução do poder de investigar no Brasil, destacando a transição da investigação criminal da polícia judiciária para o Ministério Público, especialmente após a Constituição Federal de 1988, e os desafios que essa mudança trouxe.

Discute a natureza ineficaz da abordagem repressiva da polícia, que se concentra em prisões de delitos menores, descuidando das garantias constitucionais em nome da "efetividade". O texto analisa o histórico de métodos investigativos questionáveis, como a condução coercitiva, agora considerada inconstitucional, a utilização indevida da prisão temporária como coação, e os aspectos problemáticos da colaboração premiada, que muitas vezes violou direitos fundamentais. Além disso, menciona o uso inadequado de interceptações telefônicas e investigações paralelas sem supervisão, ressaltando os riscos de processos duplicados e as injustiças resultantes.

A falha de técnicas de reconhecimento de pessoas e a manutenção de prisões preventivas desnecessárias também são apontadas, assim como a falta de critérios na duração dos inquéritos. Por fim, o artigo critica a permissibilidade da produção de provas de ofício pelo juiz, uma prática que compromete o princípio acusatório, enfatizando a necessidade de que toda investigação criminal respeite os direitos fundamentais e busque soluções eficazes sem sacrificar garantias legais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Reflexões sobre o poder de investigar", escrito por André Callegari.

  • Histórico da Investigação Criminal: A evolução da investigação criminal no Brasil, destacando a mudança após a Constituição Federal de 1988 e a participação do Ministério Público.
  • Repressão Policial e Falsa Efetividade: A predominância de prisões em flagrante e como elas não refletem uma verdadeira investigação, mas uma resposta a anseios sociais.
  • Condução Coercitiva: O uso controverso da condução coercitiva como técnica para obtenção de depoimentos e a sua inconstitucionalidade reconhecida pelo STF.
  • Prisões Temporárias: A utilização inadequada das prisões temporárias como forma de coação para obtenção de depoimentos, ao invés de sua função investigativa.
  • Interceptações Telefônicas: O uso de interceptações telefônicas sem controle judicial e as correções trazidas pela Suprema Corte em sua utilização.
  • Colaboração Premiada: A distorção do instituto da colaboração premiada e a crítica ao seu uso como coerção em troca de liberdade.
  • Investigação Paralela: A falta de supervisão nos Procedimentos de Investigação Criminal conduzidos pelo Ministério Público, levando a situações de dupla persecução penal.
  • Reconhecimento de Pessoas: Críticas à técnica de reconhecimento de suspeitos e seus impactos sociais, especialmente em relação à discriminação racial.
  • Prisões Preventivas: O uso inadequado de prisões preventivas e a resistência a alternativas ao encarceramento durante a investigação criminal.
  • Duração dos Inquéritos Policiais: A influência negativa da prolongação dos inquéritos e reiterados pedidos de diligências sem efetividade.
  • Produção de Provas de Ofício: A crítica à possibilidade do juiz produzir provas de ofício, causando contaminação do julgamento e comprometendo o princípio acusatório.
  • Garantias Fundamentais: A necessidade de que os mecanismos de investigação respeitem os direitos e garantias constitucionais, mesmo diante de suspeitas de crimes.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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André CallegariAdvogado Criminalista, professor titular do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP/Brasília), doutor em direito pela Universidad Autónoma de Madrid e com estudos pós-doutorais na mesma Universidade. É, ainda, doutor honoris causa pela Universidade Autónoma de Tlaxcala, México, e doutor honoris causa pelo Centro Universitário del Valle de Teotihuacan, também no México. Autor de diversos artigos e livros na área do Direito Penal.

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