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Artigos Conjur – Prisão no plenário do júri e o ‘fator Julia Roberts’: quando o STF resvala

ARTIGO

Prisão no plenário do júri e o 'fator Julia Roberts': quando o STF resvala

O artigo aborda a recente decisão do STF no Tema 1.068, que estabelece a possibilidade de prisão imediata após condenação em júri popular, desconsiderando a presunção de inocência. Os autores, Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa, criticam essa tese, evocando o "fator Julia Roberts", que representa a necessidade de questionar as decisões da Corte e os precedentes, destacando a importância da liberdade de debate jurídico em um estado democrático. Eles argumentam que a soberania dos veredi...

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
13 set. 2024 29 acessos 5,0 (2 avaliações)
Prisão no plenário do júri e o \'fator Julia Roberts\': quando o STF resvala

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Tema 1.068, que estabelece a possibilidade de execução imediata de condenações no Tribunal do Júri, discutindo suas implicações na presunção de inocência e a teoria do "fator Julia Roberts", que critica a aceitação acrítica de argumentos de autoridade.

Também são discutidas objeções relacionadas a essa decisão, analisando a lógica das inferências utilizadas pelo STF e a função do mesmo nas medidas estruturantes. A relação entre a soberania dos veredictos e a presunção de inocência é examinada, destacando a necessidade de coerência entre os direitos constitucionais. Além disso, o texto menciona a mutação constitucional, a responsabilidade do Judiciário em manter a confiança nas normas e a importância da definição de termos no contexto jurídico, enfatizando que a prisão antes do trânsito em julgado seria uma inovação ilegítima, criando um novo estado para o acusado.

Por fim, o artigo destaca a necessidade de se respeitar a lógica e a consistência das normas constitucionais, defendendo que a possibilidade de prisão direta a partir de uma condenação no júri fere os princípios fundamentais da proteção ao acusado.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "Prisões no plenário do júri e o 'fator Julia Roberts': quando o STF resvala", de Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Decisão do STF no Tema 1.068: A decisão realiza a execução imediata de condenações impostas pelo júri, desconsiderando o tempo de pena aplicada.
  • O 'Fator Julia Roberts': Refere-se à superação do argumento de autoridade da Suprema Corte, usando o exemplo do filme "Dossiê Pelicano" para criticar a falta de debate sobre decisões judiciais.
  • Objeções antecedentes: A análise crítica se concentra nas incoerências das decisões do STF, considerando tanto a lógica quanto a funcionalidade de seu papel nas Medidas Estruturantes.
  • Presunção de Inocência x Soberania dos Veredictos: Debate sobre como as normas constitucionais devem ser interpretadas em conjunto, sem criar contradições entre direitos fundamentais.
  • Definições e conceitos jurídicos: A importância das definições e conceitos na formação do Direito, destacando o papel das definições estipulativas e a necessidade de fundamentação coerente.
  • Reconhecimento do 'status' do acusado: Discussão sobre os estados do acusado entre inocente e culpado, e as implicações da execução provisória nas decisões do Tribunal do Júri.
  • Antinomia real das normas constitucionais: A análise da relação entre normas explícitas (presunção de inocência) e implícitas (soberania dos veredictos), e a sua subversão durante o controle de constitucionalidade.
  • Implicações práticas da decisão: Criação de um novo 'estado do acusado' e o ressurgimento da "execução provisória", mesmo sem trânsito em julgado, conforme abordado na decisão do STF.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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