Dierle Nunes: Necessidade de adoção dos tribunais híbridos
O artigo aborda a recente Resolução STJ/GP nº 9, que determina o retorno ao trabalho presencial no Superior Tribunal de Justiça e propõe a adoção de tribunais híbridos, combinando atividades presenciais e remotas. Os autores destacam os benefícios dessa abordagem, especialmente após a experiência positiva de interações remotas durante a pandemia, e ressaltam a importância de um ambiente multicanal claro e acessível para todos os usuários do sistema judiciário. A discussão é apresentada como u...

O artigo aborda as recentes mudanças no funcionamento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com a adoção da Resolução STJ/GP nº 9, que marca o retorno ao trabalho presencial e propõe a necessidade de tribunais híbridos que integrem atividades presenciais e remotas.
Discute-se a importância de um sistema justiceiro que utilize a tecnologia para otimizar a interação entre a Corte e seus usuários, destacando a experiência bem-sucedida de interações remotas durante a pandemia. A reflexão se estende ao papel do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a sua produção de resoluções que promovem a inovação e a transparência nos processos judiciais. O texto também ressalta o desafio de garantir acessibilidade tecnológica para toda a população e a importância de divulgar de maneira clara e padronizada os canais de contato e as plataformas utilizadas pelos tribunais.
Além disso, argumenta-se que a rejeição ao modelo híbrido representaria um retrocesso, comprometendo os avanços conquistados no Judiciário brasileiro. Finalmente, a necessidade de um ambiente multicanal previsível e a urgência do debate sobre a permanência de vias remotas são destacados como essenciais para a democratização do acesso à justiça.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais pontos abordados no artigo "O STJ e a necessidade de adoção dos tribunais híbridos" por Dierle Nunes.
- Retorno ao trabalho presencial: Estabelecimento de sessões de julgamento na modalidade presencial conforme a Resolução STJ/GP nº 9.
- Importância da tecnologia: Reflexão sobre o uso contínuo de tecnologias no sistema judiciário após a pandemia, promovendo interação remota.
- Modelo de tribunais híbridos: Proposta de um sistema que combine atividades presenciais e remotas, promovendo transparência e acesso à justiça.
- Esforço do CNJ: Ações do CNJ para regulamentar e incentivar a transformação digital no Judiciário, com várias resoluções editorializadas.
- Acessibilidade tecnológica: Reconhecimento da necessidade de um acesso digital que não deixa margens à exclusão, considerando as diferentes realidades tecnológicas da população.
- Ambiente multicanal: Necessidade de padronização na comunicação entre advogados e tribunais, visando facilitar as interações e acessibilidade.
- Debate sobre permanência de recursos remotos: Incentivo ao diálogo entre tribunais sobre a manutenção de vias digitais com a prática presencial retornando ao cotidiano forense.
- Consequências da negação de tribunais híbridos: Discussão sobre os riscos de retrocesso e a importância das inovações tecnológicas na democratização do acesso à justiça.
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