Artigos Conjur – Garantia com prazo de validade: o que arguir antes de o Supremo terminar de julgar

ARTIGO

Garantia com prazo de validade: o que arguir antes de o Supremo terminar de julgar

O artigo aborda a questão da obtenção de dados de identificação de usuários a partir de endereços IP pelo Ministério Público e pela polícia sem autorização judicial, analisando três ações em trâmite no Supremo Tribunal Federal. As autoras discutem a necessidade de arguir a ilicitude da prova previamente ao julgamento para que se preserve o direito de defesa, ressaltando que, com a introdução de cláusulas de modulação no processo, apenas aqueles que levantaram a controvérsia antes do término d...

Rafaela de Otero
09 set. 2026
Garantia com prazo de validade: o que arguir antes de o Supremo terminar de julgar
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da obtenção de dados que identificam usuários a partir de endereços IP sem autorização judicial, em decisões que estão sendo examinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Os principais temas discutidos incluem a necessidade de ordem judicial para a obtenção de registros de conexão, conforme o Marco Civil da Internet; a modulação proposta pelo STF, que limita o efeito de decisões sobre quem arguiu a ilicitude antes do término do julgamento; a distinção entre dados obtidos legalmente e ilegalmente; e as implicações da lei italiana e da legislação brasileira sobre requisições de dados em situações de urgência. O artigo ainda analisa o impacto das decisões do STF sobre as garantias processuais, a prática da polícia e do Ministério Público em casos de urgência, e os direitos dos réus cujas informações são obtidas sem o devido processo legal, destacando a tensão entre a necessidade de segurança pública e a proteção das garantias individuais.

Além disso, discute os precedentes relacionados, as consequências das decisões do STF nas provas coletadas, e as obrigações de documentação que devem ser atendidas pelos órgãos de persecução.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Garantia com prazo de validade: o que arguir antes de o Supremo terminar de julgar" por Rafaela Azevedo de Otero e Maíra Fernandes.

  • Identificação de usuário por IP: Discute se polícia e Ministério Público podem obter a informação de quem está atrás de um endereço IP sem ordem judicial, analisando as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) e a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) relacionadas.
  • Cláusula de modulação de efeitos: A cláusula aprovada pelo relator estabelece que a decisão só beneficia casos onde a defesa tenha arguido a ilicitude antes do julgamento, gerando diferenciação entre réus com o mesmo IP.
  • Consequências da decisão: A decisão do Supremo pode impactar processos pendentes, onde apenas aqueles que levantaram a questão a tempo poderão se beneficiar do precedente.
  • Exceções para requisições diretas: O artigo aborda as circunstâncias em que a requisição direta de dados é permitida, incluindo situações de emergência e crimes específicos, e o controle judicial posterior necessário.
  • Implicações da reserva de jurisdição: A análise da reserva de jurisdição é discutida, com referência às garantias constitucionais e como a nova abordagem pode transformar essa reserva em uma ratificação posterior das ações dos órgãos persecutórios.
  • Comparação com legislações estrangeiras: O artigo compara a situação brasileira com a abordagem de países como a Itália, onde há um controle judicial mais rigoroso após a obtenção de dados.
  • Argumentos a favor e contra a requisição direta: O texto discute o argumento da urgência em relação aos direitos de privacidade, ressaltando dilemas éticos e jurídicos envolvidos na identificação de usuários e a supressão de direitos de terceiros inocentes.
  • Requisitos para a urgência: Esclarece que, para que a requisição seja considerada válida, deverá haver documentação contemporânea comprovando a urgência e a necessidade de ação sem ordem judicial.
  • Unidade do tratamento das provas: O texto finaliza ressaltando que provas obtidas de maneira ilícita não devem ser utilizadas, sendo essencial a discussão acerca da regularidade das requisições diretas feitas sem autorização judicial.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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Rafaela de OteroAdvogada Criminalista, Mestre em Direito Econômico pela UCAM. Especialista em Ciências Criminais pela PUC-RS. OCM advogados - Sao Paulo/SP.

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