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Artigos Conjur – É (quase) elementar, meu caro Watson: saber jogar na investigação

ARTIGO

É (quase) elementar, meu caro Watson: saber jogar na investigação

O artigo aborda a complexidade da investigação criminal, destacando a importância de abordagens metodológicas e científicas, semelhantes às práticas de pesquisa. Os autores enfatizam que a investigação deve ser estruturada com a definição de hipóteses, coleta de dados e análise crítica dos elementos, promovendo uma interação estratégica entre os atores envolvidos. Além disso, a aplicação da Teoria dos Jogos é apresentada como uma ferramenta para otimizar a dinâmica investigativa e a tomada de...

Alexandre Morais da Rosa, André Bermudez
06 dez. 2019 11 acessos
É (quase) elementar, meu caro Watson: saber jogar na investigação

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade da investigação criminal, começando pela narrativa da literatura que retrata essas investigações como situações simples, quando, na realidade, exigem um profundo trabalho identitário e metodológico.

Discute o objetivo central das investigações, que é esclarecer eventos ocultos e a importância da coleta de dados, considerando o papel dos diferentes agentes envolvidos, o que revela a natureza interdisciplinar do trabalho investigativo. Destaca a aplicação da Teoria dos Jogos na investigação criminal, enfatizando como essa abordagem ajuda a visualizar interações entre os “players” e as estratégias de atuação para alcançar resultados. O texto também apresenta o método de lógica abdutiva implementado por detetives como Sherlock Holmes e como essa técnica de inferência contribui na formulação de hipóteses investigativas.

Seguem-se os detalhes da metodologia de investigação, que inclui a identificação do problema, formulação de hipóteses, planejamento estratégico e um ciclo contínuo de análise e verificação. Além disso, menciona ferramentas como a matriz SWOT e a planilha GUT, que auxiliam na priorização e execução das diligências. Por fim, reitera a necessidade de uma abordagem científica na investigação criminal para se distanciar de concepções simplistas ou romantizadas, resultando em um processo rigoroso para a construção da verdade oficial.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "É (quase) elementar, meu caro Watson: saber jogar na investigação" de André Luiz Bermudez Pereira e Alexandre Morais da Rosa.

  • Complexidade das Investigações Criminais: Discussão sobre a representação de investigações criminais na literatura e a distinção entre ficção e a realidade das investigações.
  • Objetivos da Investigação Criminal: Esclarecimento sobre os objetivos centrais da investigação, incluindo identificar o crime, autor, motivação e outros elementos cruciais.
  • Métodos de Investigação: Comparação entre o processo investigativo e a pesquisa científica, destacando a natureza interdisciplinar da investigação criminal no Brasil.
  • A Teoria dos Jogos: Aplicações da teoria dos jogos na investigação criminal, incluindo a interação entre diferentes "players" e seus objetivos estratégicos.
  • Hipóteses e Metodologia: Importância da formulação de hipóteses iniciais e um planejamento estratégico para a coleta de dados, inclusive a identificação de vazios investigativos.
  • Brainstorming de Diligências: Necessidade de avaliação das diligências disponíveis e técnicas investigativas adequadas, considerando a análise SWOT.
  • Verificação do Contexto Criminal: Importância de avaliar o contexto do crime e suas implicações para as diligências a serem realizadas.
  • Relatório Final da Investigação: Processo de análise dos dados coletados e confronto com a hipótese inicial, culminando na elaboração de um relatório final.
  • Abordagem Científica na Investigação: Argumentação sobre a necessidade de utilizar métodos científicos para uma investigação eficaz e a construção da verdade oficial do Estado.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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André BermudezDelegado de Polícia. Doutorando em Gestão do Conhecimento pela Universidade Federal de Santa Catarina (EGC/UFSC). Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI). Possui graduação na Faculdade de Direito pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL). Pós graduação pela UNIDERP - especialização em Ciências Penais (Formação para Magistério Superior). Atualmente exerce a função de Diretor da Academia de Polícia Civil de Santa Catarina. É autor do livro \"A investigação Criminal orientada pela Teoria dos Jogos\" e coautor dos livros \"Para entender a colaboração premiada pela teoria dos jogos\" e \"como negociar acordo de não persecução penal\". Professor de Teoria Geral da Investigação Criminal na Academia da Polícia Civil  de Santa Catarina e na Academia Nacional de Polícia da Polícia Federal.

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