Artigos Conjur – Percentual de candidaturas para mulheres combate o machismo político

ARTIGO

Percentual de candidaturas para mulheres combate o machismo político

O artigo aborda a importância da Lei 12.034, que impõe a reserva de um percentual mínimo de candidaturas para mulheres, enfatizando seu papel no combate ao machismo na política brasileira. Os autores destacam que o Brasil ocupa uma posição alarmante na representação feminina, com apenas 9% de mulheres na Câmara dos Deputados, e discutem as consequências legais para partidos que não cumprirem essa exigência. Além disso, são apresentadas estratégias que alguns partidos podem usar para burlar a ...

Alice Bianchini
29 jun. 2012 7 acessos
Percentual de candidaturas para mulheres combate o machismo político
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a implementação da Lei 12.034, que estabelece a obrigatoriedade de uma cota mínima de candidaturas femininas para combater o machismo político eleitoral no Brasil, destacando a crítica à baixa representação feminina no parlamento brasileiro em comparação a outros países.

Examina a evolução legal das regras de cota, com ênfase na mudança de "reservar" para "preencher" as vagas, o que torna essa exigência obrigatória, além de abordar as consequências jurídicas do não cumprimento dessa norma, que pode levar ao indeferimento do registro de candidaturas. O texto também menciona estratégias usadas por partidos para burlar essa obrigatoriedade, como a renúncia de candidatas após o registro e a apresentação de candidatas sem intenção de campanha.

Ressalta a resistência cultural e institucional enfrentada por mulheres candidatas, a desigualdade na distribuição de recursos de campanha e a perpetuação de estereótipos de gênero que dificultam sua participação plena na política. Por fim, enfatiza a importância de ações concretas e uma mudança cultural para efetivar a participação das mulheres na política.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Cota para candidatura de mulheres combate o machismo", escrito por Alice Bianchini e Francisco Dirceu Barros.

  • Introdução às cotas de gênero: A Lei 12.034 de 2009 institui a reserva mínima de candidaturas para cada sexo com o objetivo de combater o machismo na política.
  • Posição do Brasil em comparações internacionais: O Brasil está em 146º lugar na participação de mulheres nos Parlamentos, com apenas 9% de representação feminina.
  • Fundamentos legais das cotas: Descrição da mudança na redação da Lei 9.504/97 que impos a obrigatoriedade de preenchimento das vagas por cada sexo.
  • Consequências em caso de descumprimento: Consequências legais para partidos que não atenderem aos percentuais de gênero, incluindo a recusa de registro de candidatura.
  • A interpretação da jurisprudência: Alterações de entendimento sobre a necessidade de "reservar" vs. "preencher" as candidaturas.
  • Estratégias de burla à lei: Discussão sobre como alguns partidos tentam contornar a legislação, como renúncias ou não realização de campanhas.
  • Consequências jurídicas das estratégias de burla: Potenciais fraudes eleitorais e implicações legais para partidos que não seguirem as normas de cota.
  • Desafios culturais à participação feminina: Análise de fatores sociais e culturais que dificultam a ascensão de mulheres na política.
  • Dados sobre financiamento de candidaturas: Comparativo de financiamento entre candidaturas masculinas e femininas, com dados que mostram desigualdade.
  • Relação com movimentos sociais: Menciona como os movimentos feministas e as leis de cotas influenciaram a participação política ao longo dos anos.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alice BianchiniDoutora em Direito Penal pela PUC/SP. Ministra cursos de capacitação para profissionais do direito sobre práticas da Lei Maria da Penha, perspectiva de gênero e violência contra mulheres. Conselheira do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher - CNDM.

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