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Artigos Conjur – Colisão de MD5 e SHA‑1 em vestígios digitais: risco real para integridade da prova

ARTIGO

Colisão de MD5 e SHA‑1 em vestígios digitais: risco real para integridade da prova

O artigo aborda os riscos associados ao uso de algoritmos de hash obsoletos, como MD5 e SHA-1, na verificação da integridade de vestígios digitais. Os autores alertam que a possibilidade de colisões de hash compromete a validade das provas digitais, uma vez que arquivos diferentes podem gerar o mesmo código hash, colocando em risco a cadeia de custódia. A recomendação é a migração para algoritmos mais seguros, como SHA-256, para garantir a confiabilidade nas análises periciais.

Alexandre Morais da Rosa
24 out. 2025
Colisão de MD5 e SHA‑1 em vestígios digitais: risco real para integridade da prova
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão das colisões de hash em vestígios digitais, destacando o risco que representações como MD5 e SHA-1, considerados obsoletos, trazem para a integridade das provas digitais.

Os autores explicam que uma colisão de hash ocorre quando arquivos distintos geram o mesmo código, o que pode permitir a troca de arquivos sem que isso seja percebido, comprometendo a validade da prova no âmbito criminal. Além disso, são citados padrões técnicos, como as RFC 6151 e RFC 6194, que alertam sobre a ineficácia de algoritmos antigos e recomendam a transição para opções mais seguras como SHA-256 e SHA-3. O impacto na cadeia de custódia também é destacado, uma vez que a integridade da prova deve ser garantida por meio de algoritmos robustos no momento da coleta do vestígio.

Os autores enfatizam o perigo das colisões intencionais, que podem ser facilmente criadas por indivíduos com conhecimentos básicos, e a urgência de se utilizar algoritmos confiáveis, conforme recomendações do NIST. Por fim, concluem que a adoção de metodologias rigorosas e documentação adequada é crucial para assegurar a validade das provas digitais e evitar nulidades jurídicas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Colisão de MD5 e SHA‑1 em vestígios digitais: risco real para integridade da prova" por Alexandre Morais da Rosa, Joaquim Bartolomeu Ferreira Neto e Dellano Sousa.

  • Conceito de colisões de hash: Definição de hash como uma “impressão digital” para arquivos digitais e a implicação de duas entradas diferentes gerarem o mesmo hash.
  • Consequências jurídicas: Análise das implicações que o uso de algoritmos fracos (MD5 e SHA‑1) pode ter na integridade das provas digitais em processos judiciais.
  • Padrões técnicos recomendados: Discussão das normas RFC 6151 e RFC 6194, que alertam sobre a insegurança de MD5 e SHA‑1, e a necessidade de migração para algoritmos mais robustos.
  • Impacto na cadeia de custódia: Importância do cálculo do hash em perícia digital como forma de garantir que a cópia forense é idêntica ao original e a perda de validade se feito com algoritmos fracos.
  • Risco de colisões intencionais: Demonstração de como ataques com base em colisões podem ser concretizados por indivíduos mal-intencionados, destacando a gravidade do problema.
  • Algoritmos confiáveis e não confiáveis: Apresentação de uma lista com algoritmos recomendados e aqueles que devem ser evitados com base em diretrizes do NIST.
  • Conclusão e recomendações: Enfatização da necessidade de laudos periciais que utilizem metodologias validadas, hash forte e documentação clara para garantir a integridade da prova digital.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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