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Artigos Conjur – Segurança jurídica em xeque: retroatividade da execução imediata no júri (parte 2)

ARTIGO

Segurança jurídica em xeque: retroatividade da execução imediata no júri (parte 2)

O artigo aborda a inconstitucionalidade da retroatividade da execução imediata da pena nas condenações do Tribunal do Júri, conforme decidido no RE 1.235.340. Os autores discutem como essa retroatividade compromete a segurança jurídica, a isonomia e a previsão normativa, evidenciando a necessidade de modulação dos efeitos de decisões jurisprudenciais para preservar as expectativas legítimas dos réus e assegurar a estabilidade do sistema jurídico. Além disso, ressaltam que a não modulação cria...

Gina Muniz
27 set. 2025
Segurança jurídica em xeque: retroatividade da execução imediata no júri (parte 2)

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a impossibilidade da retroatividade da execução imediata da pena nas condenações do Tribunal do Júri após o julgamento do STF no RE 1.235.340, destacando que a decisão deve ter efeitos prospectivos para preservar princípios constitucionais como a segurança jurídica, a isonomia e a vedação da retroatividade da norma penal mais gravosa.

Trata da natureza híbrida do artigo 492, I, “e”, do Código de Processo Penal, que interfere tanto em aspectos processuais quanto materiais, e afirma que a execução antecipada não deve ser aplicada a réus cujos crimes ocorreram antes da vigência dessa norma. O texto analisa as implicações da mudança jurisprudencial, considerando a necessidade de previsibilidade e estabilidade no sistema jurídico, bem como os impactos da falta de modulação dos efeitos da decisão do STF, que pode criar discriminação entre réus em iguais circunstâncias.

Além disso, discute o respaldo internacional à proteção dos réus contra normas punitivas mais severas aplicadas retroativamente e ressalta a importância de um sistema jurídico confiável para salvaguardar as expectativas legítimas dos jurisdicionados. A crítica finalIZA ao reconhecimento de que a ausência de modulação pelos tribunais resulta em insegurança jurídica, violando princípios fundamentais do Estado de Direito.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Segurança jurídica em xeque: retroatividade da execução imediata no júri (parte 2)" por Gina Muniz e Jader Marques.

  • Decisão do STF sobre execução imediata: Análise da impossibilidade de aplicação retroativa da decisão no RE 1.235.340 e seus impactos na segurança jurídica e na presunção de inocência.
  • Natureza do artigo 492 do CPP: Discussão sobre a natureza híbrida do artigo 492, I, “e” do Código de Processo Penal e suas implicações sobre os direitos fundamentais e a restrição da liberdade.
  • Irretroatividade da norma penal: Debate sobre a irretroatividade da norma penal mais gravosa e suas garantias constitucionais e internacionais, ressaltando a necessidade de previsibilidade normativa.
  • Expectativas legítimas dos réus: Reflexão sobre como a mudança de entendimento do STF afeta as expectativas legítimas dos réus em relação à execução da pena.
  • Segurança jurídica e confiabilidade: A segurança jurídica como garantia de proteção às situações consolidadas e a necessidade de regras de transição claras em alterações normativas.
  • Implicações da mudança jurisprudencial: Discussão sobre a pressão sobre a segurança jurídica e a isonomia devido à mudança abrupta na jurisprudência referente à execução imediata da pena.
  • Desigualdade no tratamento de réus: Análise da cisão artificial entre réus condenados, destacando a arbitrariedade da aplicação de penas baseadas apenas no momento do julgamento.
  • O papel do Poder Judiciário: A importância de mecanismos de moderação de precedentes que protejam a confiança dos jurisdicionados diante de mudanças interpretativas.
  • Referências a instrumentos internacionais: A confirmação da vedação à retroatividade de normas penais mais severas em tratados internacionais como o Pacto de San José e a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
  • Crítica à ausência de modulação: A falta de modulação nos efeitos da decisão do STF e suas consequências para a estabilidade jurídica e direitos fundamentais dos réus.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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