Há mais coisas entre os autos processuais e a decisão do que supõe a vossa vã filosofia da consciência
O artigo aborda a importância de reconsiderar a abordagem tradicional da decisão judicial, desafiando a ideia de que a verdade é objetivamente acessível nos autos processuais. Os autores discutem a influência das limitações cognitivas e a necessidade de integrar contribuições da Psicologia Cognitiva na análise das decisões legais, enfatizando que fatores culturais e inconscientes moldam o julgamento, o que vai além das informações documentadas. Ao final, a proposta é refletir sobre a complexi...

O artigo aborda a crítica à visão tradicional da decisão judicial, ressaltando que a herança do modelo de subsunção é insustentável e demanda a consideração das limitações cognitivas dos julgadores.
Destaca a importância das contribuições da Psicologia Cognitiva para entender como as informações são processadas, desmistificando a busca pela "Verdade Real" e a neutralidade no processo judicial. É enfatizada a ideia de que o ato de decidir é influenciado não apenas por elementos racionais, mas por condicionantes culturais, ideológicos e emocionais, sendo esta complexidade frequentemente ignorada. Além disso, a crítica se estende à hermenêutica jurídica tradicional, que mantém uma perspectiva limitada à "interpretação autêntica", desconsiderando as nuances do mundo da vida e reforçando a ilusão de uma verdade objetiva.
O autor convida à reflexão sobre a profunda relação entre os autos processuais e a realidade da decisão judicial, sugerindo que há muito mais em jogo do que o que a filosofia da consciência convencional reconhece.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "Há mais coisas entre os autos processuais e a decisão do que supõe a vossa vã filosofia da consciência" por Alexandre de Morais da Rosa.
- Limitações cognitivas na decisão judicial: Discussão acerca das dificuldades cognitivas enfrentadas pelos magistrados e a necessidade de consideração dessas limitações nas teorias da decisão.
- Impacto da Psicologia Cognitiva: Exploração das contribuições da Psicologia Cognitiva para a compreensão do processamento de informações e como isso afeta as decisões judiciais.
- Crítica à busca da verdade real: Análise das consequências da busca pela verdade real e a necessidade de ampliar a visão além da neutralidade e objetividade na decisão judicial.
- O papel do senso comum teórico: Reflexão sobre como o senso comum influencia a percepção da segurança jurídica e a objetividade nas decisões, ignorando a complexidade do caráter humano do julgador.
- Decisão parcial e incompleta: Aponte de que as decisões judiciais frequentemente são baseadas apenas em informações superficiais, desconsiderando dados complexos ou incertos importantes para o julgamento.
- Crítica à Filosofia da Consciência: Discussão sobre como a busca pela verdade histórica na decisão fica limitada ao conhecimento pré-eventual do magistrado, resultando em uma interpretação simplista e reducionista.
- A hermenêutica como arma de controle: Análise da hermenêutica que mantém a metafísica, levando a decisões que ignoram as realidades do 'mundo da vida.'
- Reflexão final: Parafraseando Hamlet, a conclusão que há mais nuances e complexidades entre a decisão judicial e os autos processuais do que as teorias tradicionais da consciência sugerem.
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