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Artigos Empório do Direito – Quando a mulher não pode ser responsável e o estado decide antes. sobre a súmula 542 do stj

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ARTIGO

Quando a mulher não pode ser responsável e o estado decide antes. sobre a súmula 542 do stj

O artigo aborda a Súmula 542 do STJ, que considera pública e incondicionada a ação penal relativa a crimes de lesão corporal decorrentes de violência doméstica contra a mulher. Os autores, Rômulo de Andrade Moreira e Alexandre de Morais da Rosa, questionam essa interpretação, defendendo a necessidade do empoderamento feminino e a aplicação do princípio da proporcionalidade, além de criticar o punitivismo que desconsidera as particularidades de cada caso.

Alexandre Morais da Rosa, Rômulo Moreira
07 set. 2015 15 acessos
Quando a mulher não pode ser responsável e o estado decide antes. sobre a súmula 542 do stj
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a recente aprovação da Súmula 542 do Superior Tribunal de Justiça, que determina que a ação penal por lesão corporal decorrente de violência doméstica contra a mulher é pública e incondicionada, apresentando uma crítica a essa orientação.

Os autores discutem o contexto da Lei Maria da Penha, que busca coibir a violência de gênero e detalham as diferentes formas de violência nela previstas, incluindo violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A análise se amplia ao abordar a inconstitucionalidade do artigo 41 da referida lei, que exclui a aplicação da Lei nº 9.099/95 para crimes de menor potencial ofensivo, defendendo que tal tratamento desigual fere os princípios constitucionais da igualdade e da proporcionalidade.

Os autores argumentam que é imperativo considerar o desejo e a capacidade da mulher em decidir sobre sua situação, enfatizando que a abordagem punitivista pode, paradoxalmente, agravar a situação das vítimas em vez de protegê-las. Concluem que a dignidade da mulher deve ser respeitada por meio de um empoderamento real, evitando decisões automáticas que não considerem as especificidades de cada caso.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Quando a mulher não pode ser responsável e o estado decide antes" sobre a súmula 542 do STJ, por Rômulo de Andrade Moreira e Alexandre Morais da Rosa.

  • Súmula 542 do STJ: Definição de que a ação penal por lesão corporal proveniente de violência doméstica contra a mulher é pública e incondicionada.
  • Lei Maria da Penha: Explicação sobre a Lei nº. 11.340/06 e seus objetivos de coibir e prevenir a violência contra a mulher, abrangendo diversas formas de violência.
  • Formas de violência: Descrição das modalidades de violência previstas na lei, incluindo física, psicológica, sexual, patrimonial e moral.
  • Artigo 41 da Lei Maria da Penha: Análise da inconstitucionalidade do artigo que estabelece a não aplicação da Lei nº. 9.099/95 aos crimes de violência doméstica, em desacordo com os princípios constitucionais.
  • Princípio da proporcionalidade: Discussão sobre a importância desse princípio na construção dos tipos incriminadores e na intervenção do Estado na liberdade individual.
  • Empoderamento da mulher: Reflexão sobre a necessidade de empoderar as mulheres para que possam ser livres e responsáveis por suas decisões, sem a imposição de uma tutela estatal.
  • Princípio da igualdade: Crítica à violação do princípio constitucional que exige tratamento igual para situações iguais e tratamento diferenciado para situações diferentes.
  • Crítica ao punitivismo: Abordagem sobre como a visão excessivamente punitiva pode não resolver os problemas de violência e, ao invés disso, agravar a situação das mulheres.
  • Visão crítica do sistema penal: Consideração sobre as falhas do sistema penal em garantir os direitos das mulheres e as limitações da legislação atual.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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