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Artigos Empório do Direito – Resenha do livro “a sogra como fonte do direito: o inconsciente dos julgadores no direito” de paulo ferrareze filho

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ARTIGO

Resenha do livro “a sogra como fonte do direito: o inconsciente dos julgadores no direito” de paulo ferrareze filho

O artigo aborda a obra de Paulo Ferrareze Filho que investiga como o inconsciente dos julgadores influencia suas decisões no direito, desafiando a ideia de que as decisões são puramente racionais. Com uma abordagem transdisciplinar que une psicologia analítica e filosofia da linguagem, o autor discute fatores históricos e preconcepções que afetam o julgamento, procurando entender a falta de uniformidade nas decisões judiciais. A leitura contribui para uma nova perspectiva sobre a função e a c...

Paulo Silas Filho
10 dez. 2015 20 acessos
Resenha do livro “a sogra como fonte do direito: o inconsciente dos julgadores no direito” de paulo ferrareze filho
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas centrais na análise do processo decisório dos julgadores, destacando a complexidade que envolve essa dinâmica.

Inicialmente, explora o funcionamento do processo de decisão no direito e questiona a possibilidade de uma postura puramente racional, enfatizando a influência de fatores externos e internos. O autor, Paulo Ferrareze Filho, fundamenta seu estudo nas obras de pensadores como Jung, Nietzsche, Heidegger e Gadamer, utilizando a psicologia analítica e a filosofia da linguagem para examinar o inconsciente dos julgadores. A obra discute a ausência de coerência nas decisões judiciais, propondo que fatores inconscientes explicam as variações nos julgamentos similares. O texto também traça uma diferença entre Freud e Jung, defendendo o uso da psicologia analítica por suas abordagens mais acessíveis sobre o inconsciente.

Além disso, discute a hermenêutica e seu papel na relação entre sujeito e objeto, examinando como isso pode influenciar a prática do judiciário. O livro está dividido em quatro partes, abordando temas como os condicionamentos do julgador, a inconsciência histórica, a vontade de poder entre os julgadores e os obstáculos do inconsciente no direito, culminando em uma chamada por uma maior integração entre psicologia e direito. Por fim, destaca a importância da Constituição como um produto da consciência coletiva histórica, promovendo uma reflexão sobre o papel do julgador e a necessidade de um olhar introspectivo na prática jurídica.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Resenha do livro 'A sogra como fonte do direito: o inconsciente dos julgadores no direito'" por Paulo Silas Taporosky Filho.

  • Decisão dos julgadores: Exploração do processo de decisão no direito e a dificuldade de adotar uma postura puramente racional.
  • Influências no inconsciente: Fatores internos e externos que impactam a tomada de decisão dos julgadores, baseando-se em propostas de Jung, Nietzsche, Heidegger e Gadamer.
  • Transdisciplinaridade: Interseção entre psicologia analítica, filosofia da linguagem e direito, proporcionando uma compreensão mais ampla das decisões judiciais.
  • Coerência nas decisões: Discussão sobre a falta de uniformidade nas decisões de casos semelhantes, questionando a influência do inconsciente dos julgadores.
  • Psicologia analítica vs. Psicanálise: Justificativa da escolha pela psicologia analítica de Jung em detrimento da psicanálise freudiana, visando um acesso mais amplo ao inconsciente.
  • Hermenêutica e filosofia da linguagem: Aplicação das ideias de Heidegger e Gadamer sobre a interpretação do direito e a relação sujeito-sujeito na análise jurídica.
  • Arquétipos e direito: Reflexões sobre o arquétipo da Constituição e como isso se relaciona com a consciência coletiva histórica e a prática judiciária.
  • Estrutura prévia de sentido: Investigação inicial sobre como o condicionamento do julgador afeta suas pré-compreensões e decisões.
  • Vontade de poder: Análise do arquétipo do julgador através da lente da vontade de poder de Nietzsche e suas implicações na prestação jurisdicional.
  • Obstáculos do inconsciente no direito: Chamado do autor por uma integração da psicologia e filosofia no estudo das decisões judiciais, questionando a vinculação estrita à normatividade.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Paulo Silas FilhoMestre em Direito; Especialista em Ciências Penais; Especialista em Direito Processual Penal; Especialista em Filosofia; Especialista em Teoria Psicanalítica; Bacharelando em Letras (Português); Professor de Processo Penal e Direito Penal (UNINTER e UnC); Advogado; Escritor; Membro da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR; Membro da Comissão de Assuntos Culturais da OAB/PR; Membro da Comissão de Advocacia Criminal da OAB/PR; Membro da Rede Brasileira de Direito e Literatura.

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