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Artigos Conjur – Desejo de Delatar, parte 1: em busca da própria liberdade

ARTIGO

Desejo de Delatar, parte 1: em busca da própria liberdade

O artigo aborda a complexidade dos regimes do processo penal no Brasil, contrastando a tradicional produção probatória com a homologação de acordos de colaboração premiada. Alexandre Morais da Rosa explora como esses mecanismos influenciam a busca pela liberdade dos acusados, destacando a dinâmica das negociações que envolvem a sensação de liberdade e os dilemas emocionais enfrentados pelos sujeitos em situações de prisão. A reflexão propõe um olhar crítico sobre as implicações sociais e jurí...

Alexandre Morais da Rosa
16 dez. 2016 9 acessos
Desejo de Delatar, parte 1: em busca da própria liberdade
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a dualidade do processo penal no Brasil, discorrendo sobre dois regimes distintos: o processo penal tradicional, que envolve produção de provas e decisão judicial, e o sistema de colaboração premiada, que se fundamenta em acordos entre acusação e defesa.

Além disso, analisa a transição contemporânea para um modelo processual mais consensual, que busca eficiência e celeridade na Justiça, inspirando-se em conceitos da Teoria dos Jogos, como jogadores, regras, recompensas e estratégias. O texto explora a função da prisão cautelar na dinâmica de tomada de decisão, ressaltando como a privação da liberdade altera a percepção dos acusados e a importância das informações disponíveis para a negociação de acordos. Destaca também o impacto psicológico da prisão, que modifica a valorização da liberdade e pode influenciar as escolhas e comportamentos dos envolvidos, apresentando a pressão que o desejo de liberdade exerce sobre a colaboração e os riscos de manipulação neste processo de barganha.

Por fim, o autor enfatiza a necessidade de um controle emocional por parte dos defensores e investigados, considerando o tempo como um fator crucial na experiência da prisão e na busca por acordos, destacando a complexidade nas relações de poder e as implicações de tais decisões na vida dos acusados.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Desejo de Delatar, parte 1: em busca da própria liberdade", de Alexandre Morais da Rosa.

  • Regimes Processuais: Distinções entre o processo penal tradicional (com produção probatória e decisão motivada) e a homologação de acordos de colaboração premiada.
  • Produção de Verdade Processual: Análise dos dois modos de construção da verdade no sistema judiciário brasileiro, ressaltando a formalização e a influência do consenso.
  • Tendência pelo Consenso: Reflexão sobre a contemporaneidade, que prioriza processos consensuais visando reduzir custos e otimizar o sistema judiciário.
  • Ferramentas da Teoria dos Jogos: Introdução aos conceitos de jogadores, regras, recompensas e táticas que reestruturam as interações entre acusação e defesa.
  • Impacto da Prisão Cautelar: Discussão sobre como a privação de liberdade influencia o comportamento e a tomada de decisões do acusado.
  • Avaliação de Incentivos: Importância da percepção da liberdade e como isso impacta as táticas de negociação em delações e colaborações.
  • Foco na Liberdade como Estrategia: A armadilha psicológica do desejo de liberdade que pode levar a negociações desfavoráveis para o acusado.
  • Experiência Subjetiva do Tempo: O fenômeno de “expansão subjetiva do tempo” e como a vivência na prisão altera a percepção do que é prioridade para os envolvidos.
  • Escassez como Mecanismo: A sensação de escassez imposta pela prisão e seu efeito sobre a leitura do contexto e as estratégias disponíveis de negociação.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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