Ferramentas – Casetext

Início/Ferramentas Indicadas
FERRAMENTA

Casetext

O Casetext foi comprado pela Thomson Reuters em agosto de 2023 e desligado como produto próprio em 1º de abril de 2025. A tecnologia continua viva no CoCounsel, hoje vendido junto com o Westlaw, e desde outubro de 2025 existe uma versão em português no Brasil. Esta página reúne o que a ferramenta fazia, o que ficou no lugar dela e o ponto que quase ninguém comenta: a base pesquisada era o direito americano, o que muda bastante o que ela responderia sobre um caso brasileiro.

07 ago. 2026 5,0 (2 avaliações) Exclusivo

Casetext

Este conteúdo é exclusivo para assinantes
Faça login se você já é assinante, ou conheça os planos disponíveis.
Fazer loginVer planos

Casetext
Conteúdo exclusivo para assinantes

Sobre este conteúdo

O Casetext foi comprado pela Thomson Reuters em agosto de 2023 e desligado como produto próprio em 1º de abril de 2025. A tecnologia continua viva no CoCounsel, hoje vendido junto com o Westlaw, e desde outubro de 2025 existe uma versão em português no Brasil. Esta página reúne o que a ferramenta fazia, o que ficou no lugar dela e o ponto que quase ninguém comenta: a base pesquisada era o direito americano, o que muda bastante o que ela responderia sobre um caso brasileiro.

TipoFerramenta
Publicação07 de agosto de 2026

Tópicos abordados

Principais temas e pontos abordados neste conteúdo

Se você chegou aqui procurando o Casetext, a resposta curta é esta: o produto não existe mais como serviço independente. A Thomson Reuters, dona do Westlaw, comprou a empresa em agosto de 2023 por 650 milhões de dólares e desligou o Casetext em 1º de abril de 2025. O texto abaixo reúne o que a ferramenta fazia, o que existe hoje no lugar dela e o que isso significa para quem advoga no Brasil.

O que o Casetext fazia, e por que chamou atenção

O Casetext era uma base de pesquisa de jurisprudência americana com uma diferença de método. Em vez de casar as palavras da consulta com as palavras da decisão, o Parallel Search comparava o sentido da frase pesquisada com o sentido das passagens indexadas, usando redes neurais. Na prática, o advogado colava a frase da própria peça e recebia decisões que diziam a mesma coisa com outras palavras, inclusive as que a busca por termos nunca encontraria.

Em 1º de março de 2023 a empresa lançou o CoCounsel, um assistente construído sobre o GPT-4, com acesso antecipado ao modelo, antes de ele ser público. Foi o primeiro assistente jurídico do mercado montado sobre um modelo de linguagem dessa geração. Quatro meses depois, a empresa inteira foi comprada.

O que mudou com a aquisição

A tecnologia não foi descartada, foi absorvida. O nome CoCounsel continuou como linha de produto da Thomson Reuters e, em agosto de 2025, ganhou a versão CoCounsel Legal, integrada ao Westlaw. A diferença que mais pesa para quem usava o Casetext não é de recurso, é de modelo comercial: saiu um produto de autosserviço, que um advogado assinava sozinho, e entrou um pacote corporativo vendido por equipe comercial, com preço sob consulta. Quem procurava o Casetext justamente por ser a alternativa acessível às bases tradicionais não encontra equivalente no sucessor.

O ponto cego para quem atua no Brasil

Esse é o ponto que quase não aparece nas listas de alternativas, e é o que mais importa aqui. O valor do Casetext não estava só no modelo de IA, estava na base: decisões federais e dos cinquenta estados americanos, com as regras e os precedentes daquele sistema. Nada disso indexa acórdão do STF, do STJ ou de tribunal estadual brasileiro, e nada ali conhece o Código de Processo Penal. Uma ferramenta de pesquisa vale pela base que ela lê, e essa base respondia sobre outro direito.

A mesma leitura vale para o sucessor. Desde 22 de outubro de 2025 a Thomson Reuters vende o CoCounsel Core no Brasil, em português, com conteúdo da Revista dos Tribunais e suporte local. É o caminho mais próximo do que o Casetext era, mas é outro produto, com outra base e outro preço, e a decisão de contratar não se resolve olhando o que a marca antiga fazia.

O que usar hoje, e o que esperar de cada caminho

Para jurisprudência brasileira, comece pelas bases oficiais. A pesquisa de acórdãos do STF e do STJ é pública e gratuita, e o Diário de Justiça Eletrônico Nacional concentra as publicações dos tribunais. Nenhuma ferramenta paga dispensa isso: é onde está o texto que você vai citar, e é a única base em que a citação se confere.

Para IA generalista, do tipo ChatGPT, Claude ou Gemini, ela ajuda a estruturar raciocínio, resumir peça longa e testar contra-argumento, e não é preciso pagar nada para começar. O limite é específico e sério: esses modelos não têm base de jurisprudência brasileira vinculada, então o número de acórdão que aparece na resposta pode simplesmente não existir. Toda citação vinda de IA precisa ser conferida na fonte oficial antes de entrar na peça.

Para o sucessor direto, o caminho é o CoCounsel, com a ressalva de preço corporativo acima. Faz sentido para escritório que já opera com base paga e tem volume para justificar.

Para apoio de estratégia em processo penal, é o que a IA da Criminal Player faz, com o recorte declarado: ela é treinada no acervo de Alexandre Morais da Rosa e Aury Lopes Jr., mais de 220 horas de conteúdo, e serve para discutir tese, medida cautelar, prova digital e standard probatório. Ela não é buscador de jurisprudência, não substitui a consulta às bases oficiais e é restrita a assinantes. Se o seu problema é encontrar acórdão, os dois primeiros caminhos resolvem melhor.

Tenha acesso completo a este conteúdo

Assine a Criminal Player e desbloqueie esta aula e todo o acervo da plataforma

+4.900 conteúdosAulas, cursos, podcasts, materiais, artigos e livros
+80 ferramentas de IAIAs treinadas por experts em direito penal e processual
Comunidade exclusivaA maior rede de advocacia criminal do Brasil
CertificadosCertificação em todos os cursos e trilhas de conhecimento
Ver planos e assinarAcesso imediato a todo o acervo. Cancele quando quiser.

Explore

Indicações relacionadas a este conteúdo

Precisa de ajuda?
Fale com nossa equipe pelo WhatsApp para dúvidas sobre este conteúdo.

Não perca este conteúdo

Assine a Criminal Player e tenha acesso imediato a esta aula, mais de 4.900 conteúdos, ferramentas de IA e a maior comunidade de advocacia criminal do Brasil.

Ver planos