Criminal Player no XVIII Simpósio Sistema Penal sob Tensão: Democracia, Mídia e Poder Punitivo na Era Algorítmica
Tecnologia, conteúdo e prática jurídica lado a lado: a Criminal Player no XVIII Simpósio Sistema Penal sob Tensão

Nos dias 17 e 18 de setembro, a Criminal Player esteve presente como apoiadora do simpósio “Sistema Penal sob Tensão: Democracia, Mídia e Poder Punitivo na Era Algorítmica”, um dos eventos de destaque do calendário da advocacia criminal brasileira neste semestre.
Criminal Player: comunidade e apoio institucional lado a lado
A presença da Criminal Player no evento teve um significado especial, não apenas pelo apoio institucional. Três nomes que integram a comunidade Criminal Player subiram ao palco como palestrantes: Alex Schmidel, Jhonatan Barbosa e Rodrigo Faucz. A participação reforça que a comunidade vai além de uma plataforma de conteúdo: é também um ponto de encontro entre profissionais que atuam diretamente na advocacia criminal.
Também representaram a Criminal Player no evento André Necchio, Co-Founder e CTO, e Ana Carolina Rosskamp, CEO da empresa. A participação reforçou o compromisso da Criminal Player com a advocacia criminal brasileira e com a construção de um ecossistema que aproxima tecnologia, conhecimento e prática jurídica.
Comunidade da Criminal Player presente
Eventos como este mostram, na prática, que os debates sobre o sistema penal contemporâneo estão diretamente relacionados ao trabalho diário de quem atua na advocacia criminal.
Ao apoiar a iniciativa e acompanhar membros de sua comunidade dividindo painéis com nomes como Alexandre Morais da Rosa e Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, a Criminal Player reafirma sua proposta de conectar tecnologia, conteúdo e prática jurídica qualificada, mantendo no centro do debate a defesa das garantias constitucionais.
Um tema urgente para o direito penal contemporâneo
O simpósio partiu de uma questão central: o sistema penal contemporâneo é atravessado por transformações que ultrapassam a técnica jurídica e alcançam a forma como fatos criminais são investigados, narrados e percebidos pela sociedade.
Plataformas digitais e algoritmos de distribuição de conteúdo transformaram a maneira como informações sobre casos criminais circulam e são consumidas, muitas vezes em contextos marcados pela simplificação e pela polarização.
Nesse cenário, temas como a antecipação de juízos de culpabilidade, a exposição de investigações em andamento e os limites da presunção de inocência ganham ainda mais relevância. Foi a partir dessas questões que, ao longo de dois dias, operadores do direito, pesquisadores e especialistas se reuniram para discutir os desafios contemporâneos do sistema penal.
A programação começou na quarta-feira, 17 de setembro, com a aula magna de Jacinto Nelson de Miranda Coutinho e Alexandre Morais da Rosa, que teve como tema “Uma Razão para a Tensão da Justiça Penal”, dando início às discussões que atravessariam todo o simpósio.
Um dia inteiro de debates sobre os desafios do processo penal
Na quinta-feira, 18 de setembro, a programação avançou com uma sequência de painéis dedicada a diferentes pontos de tensão do processo penal contemporâneo:
- Prova penal e tecnologia, com Ricardo Gloeckner, Ilderleia Valente e João Carlos Dalmagro, discutindo admissibilidade, confiabilidade e o papel da investigação defensiva na construção da prova;
- Lavagem de dinheiro e novas tecnologias, com Carolina Yum e Alexandre Carrinho Muniz, abordando o papel do Coaf e o standard probatório na Lei Antifacção;
- Prerrogativas da advocacia criminal, com Alex Graça Schmidel e Rafael Luiz Siewert, discutindo o acesso aos autos e a criminalização da profissão;
- Corrupção e responsabilidade penal da pessoa jurídica, com Claudia Barrilari e Rodolfo do Prado;
Vazamento seletivo e Estado de Direito, com Rodrigo Collaço e Anderson Silva;
- Mídia, redes sociais e Tribunal do Júri, com Rodrigo Faucz e Matheus Menna, encerrando com uma reflexão sobre literatura e advocacia;
- Contradições e desafios da punição no Brasil, com Luis Carlos Valois e Fernanda Analu Marcolla, que discutiram a contradição estrutural do ato de punir e os paradoxos da monitoração eletrônica.
A participação da Criminal Player no XVIII Simpósio Sistema Penal sob Tensão reforça uma convicção que está no centro da sua atuação: a tecnologia deve estar a serviço de uma advocacia criminal mais preparada, conectada e estratégica, sem perder de vista os fundamentos que sustentam o Estado Democrático de Direito.