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Artigos Migalhas – O direito do acusado de comparecer à audiência de ouvida das testemunhas de acusação: mais uma decisão digna de uma corte constitucional

ARTIGO

O direito do acusado de comparecer à audiência de ouvida das testemunhas de acusação: mais uma decisão digna de uma corte constitucional

O artigo aborda a recente decisão unânime da Segunda Turma do Supremo Tribunal que garantiu o direito do acusado de comparecer à audiência de ouvida das testemunhas de acusação, evidenciando a importância da ampla defesa no processo penal. A relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, e os ministros Celso de Mello e Gilmar Mendes destacaram que a ausência do acusado compromete seu direito constitucional à defesa, considerando essa falha uma nulidade absoluta. O texto ressalta a necessidade de as...

Rômulo Moreira
25 fev. 2013 19 acessos
O direito do acusado de comparecer à audiência de ouvida das testemunhas de acusação: mais uma decisão digna de uma corte constitucional

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a recente decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal que, por unanimidade, concedeu um Habeas Corpus para anular a condenação de dois homens que não puderam comparecer à audiência de testemunhas de acusação devido à sua condição de presos, enfatizando a importância do direito à ampla defesa garantido pela Constituição.

A relatora, Ministra Cármen Lúcia, argumentou que a ausência comprometeu este direito fundamental, o que resultou em uma nulidade absoluta do processo. O ministro Celso de Mello ressaltou que é dever do Estado assegurar ao réu preso a oportunidade de participar ativamente dos atos processuais, criticando as justificativas administrativas para sua não remoção a locais onde as audiências ocorrem. Além disso, o artigo discute a distinção entre defesa técnica, exercida por advogados, e autodefesa, que é o direito do acusado de se manifestar e defender seus interesses no processo.

O texto ainda aborda a função do contraditório como um componente essencial do devido processo legal, garantindo que o acusado tenha igualdade de oportunidades para se defender, e menciona princípios fundamentais como a dignidade da pessoa humana e a proteção contra a degradação do indivíduo no contexto penal. Por fim, referindo-se à jurisprudência e ao direito processual comparado, a discussão evidencia a importância de assegurar a efetividade do direito de defesa no sistema judiciário.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "O direito do acusado de comparecer à audiência de ouvida das testemunhas de acusação" por Rômulo de Andrade Moreira.

  • Decisão Unânime do STF: O STF concedeu Habeas Corpus para anular a condenação de dois homens que não puderam comparecer à audiência de testemunhas de acusação, comprometendo seu direito à ampla defesa.
  • Direito à Ampla Defesa: A relatora ministra Cármen Lúcia enfatizou que o direito à ampla defesa é um direito constitucional, que não pode ser comprometido.
  • Dever do Estado: O Ministro Celso de Mello destacou que o Estado deve assegurar ao réu, mesmo preso, o direito de comparecer a atos processuais, apontando que razões administrativas não justificam a restrição desse direito.
  • Efetividade das Decisões: O Ministro Gilmar Mendes ressaltou a importância de implementar mudanças que evitem a repetição de falhas processuais que comprometem o direito de defesa e o respeito à dignidade humana.
  • Defesa Técnica e Autodefesa: O artigo distingue entre defesa técnica, realizada por profissionais, e autodefesa, exercida pelo próprio acusado, ambas fundamentais para garantir a ampla defesa.
  • Contraditório e Devido Processo Legal: A importância do respeito ao contraditório é apresentada como uma garantia essencial para o devido processo legal, assegurando igualdade de oportunidades processuais.
  • Fundamentos da Dignidade Humana: Gilmar Mendes discute que o respeito à dignidade da pessoa humana é central no direito à defesa, além de ser um princípio fundamental que deve ser protegido pelo Estado.
  • Normas Internacionais e Comparações: O artigo cita a Corte Europeia dos Direitos do Homem, que enfatiza o direito das partes em tomar conhecimento de todos os elementos que podem influenciar as decisões judiciais.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rômulo MoreiraProcurador de Justiça do Ministério Público da Bahia. Professor de Processo Penal da Universidade Salvador - UNIFACS. Pós-graduado em Processo Penal pela Universidade de Salamanca.

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