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Artigos Empório do Direito – Para um (im)possível diálogo entre processo penal e psicanálise

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ARTIGO

Para um (im)possível diálogo entre processo penal e psicanálise

O artigo aborda a interação entre psicanálise e processo penal, enfatizando como a subjetividade do juiz e os mecanismos inconscientes influenciam as decisões judiciais. Alexandre de Morais da Rosa destaca a necessidade de reconhecer essas dimensões para uma prática decisória mais humana e democrática, ressaltando a complexidade do ato de julgar, que vai além da mera aplicação da lei. Analisa-se, ainda, como a psicanálise pode ajudar a desvendar as motivações ocultas e os preconceitos que afe...

Alexandre Morais da Rosa
18 mar. 2015 8 acessos
Para um (im)possível diálogo entre processo penal e psicanálise

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a intersecção entre o processo penal e a psicanálise, enfatizando a subjetividade dos juízes e a influência do inconsciente em suas decisões.

O autor, Alexandre de Morais da Rosa, discute a proposta de integrar a psicanálise no processo penal para compreender melhor as emoções e complexidades que afetam os julgadores, ressaltando que a decisão judicial não é neutra nem objetiva. Ele explora o papel da instituição judiciária e a figura do juiz como “semi-Deus”, trazendo discussões sobre a luta entre o bem e o mal, a legitimidade das decisões judiciais e os efeitos da pressão institucional sobre os juízes. O texto menciona exemplos históricos, como o caso do juiz Eduardo Rodríguez Cano, que analisou o julgamento de Jesus Cristo, e discute a paranoia e complexos, utilizando a figura de Schreber como uma metáfora para o delírio causado pela posição de autoridade. Refere-se também ao narcisisismo dos juízes, que se sentem divinos, e discute a objetividade e a neutralidade desejadas no sistema judiciário, contrapondo-as à realidade das paixões humanas presentes no ato de julgar.

Além disso, critica a formação dos juízes, que, ao focar na memorização de leis, desconsidera aspectos humanos e sociais importantes, e analisa a relação entre moralidade e direito, especialmente em casos sensíveis como crimes sexuais, onde as emoções do julgador podem influenciar sua postura. O autor propõe um modelo garantista que reconheça essas complexidades e defenda uma efetividade prática das garantias processuais. Por fim, conclui que o reconhecimento do inconsciente dos juízes é crucial para uma prática judicial mais justa e consciente dentro de um Estado democrático.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Para um (im)possível diálogo entre processo penal e psicanálise" por Alexandre Morais da Rosa.

  • A influência da psicanálise no processo penal: Discussão sobre como a psicanálise pode contribuir para a compreensão das decisões judiciais, enfatizando a subjetividade do juiz.
  • O juiz como sujeito humano: Apresentação do juiz como um ser humano que opera dentro de uma instituição e possui emoções e desejos que influenciam suas decisões.
  • Complexidade do ato decisório: Reflexão sobre a luta entre o bem e o mal nas decisões judiciais e como isso impacta a prática penal.
  • Delírio e subjetividade: Análise do caso do juiz Eduardo Rodríguez Cano que julgou Jesus Cristo e as implicações dessa abordagem no entendimento do papel do juiz.
  • Alienação no discurso jurídico: A crítica de que juízes podem se alienar ao se identificarem excessivamente com suas funções, levando a um comportamento autoritário.
  • Mecânica do julgamento: A ideia de que o ato de julgar envolve projeções de desejos e sentimentos não reconhecidos, influenciando a decisão final.
  • Relevância do inconsciente: Discussão sobre a necessidade de reconhecer o papel do inconsciente no ambiente forense e nas decisões judiciais.
  • Condição social e o magistrado: Exploração do impacto da condição social e do processo seletivo na formação da personalidade do juiz.
  • Sistema Garantista: Apresentação do Sistema Garantista como uma alternativa à epistemologia inquisitiva existente no direito penal.
  • Separação entre Direito e Moral: Debate sobre o desafio de manter a separação entre o Direito e a Moral no contexto do sistema penal brasileiro.
  • A relação do magistrado com o crime: Reflexões sobre como a história de vida e a sexualidade do magistrado podem influenciar o tratamento de casos, especialmente envolvendo crimes sexuais.
  • Psiquê do juiz e a busca pela verdade: Análise da busca da 'Verdade Real' pelos juízes e como isso pode distorcer suas percepções e decisões.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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