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Artigos Empório do Direito – Juiz sem rosto e com medo: a questão da lei nº 12.694/2012

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ARTIGO

Juiz sem rosto e com medo: a questão da lei nº 12.694/2012

O artigo aborda a problemática da implementação do Instituto do "juiz sem rosto" no Brasil, decorrente da Lei nº 12.694/2012. Os autores analisam a legislação frente a casos de assassinato de juízes e consideram a votação anônima inconstitucional, ressaltando suas implicações para os direitos humanos e a Justiça. Ao contrário do que muitos acreditam, a referida lei propõe um juízo colegiado e não a criação de juízes anônimos, embora ainda apresente limitações sobre a publicidade dos votos div...

Alexandre Morais da Rosa
30 dez. 2015 23 acessos
Juiz sem rosto e com medo: a questão da lei nº 12.694/2012

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Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a complexidade do "juiz sem rosto" no Brasil, considerando sua origem e aplicação prática, especialmente após a aprovação da Lei nº 12.694/2012.

A análise inicia-se com a contextualização do aumento da criminalidade e as necessidades de proteção dos juízes, culminando em discussões sobre as perigosas implicações desse sistema. São consideradas as experiências da Colômbia e do Peru, onde juízes anônimos foram implementados como resposta à violência, porém resultaram em falências jurídicas e violações de direitos humanos. O texto questiona a possibilidade de a figura do juiz sem rosto ser integrada ao ordenamento jurídico brasileiro, destacando as violações aos princípios do juiz natural e da publicidade dos atos judiciários.

A nova lei, embora não institua diretamente o juiz anônimo, modifica processos, prevê julgamentos colegiados em situações de risco e propõe a não divulgação de votos divergentes, o que também suscita preocupação quanto à transparência e ao devido processo legal. Ao final, os autores defendem que a democracia não pode aceitar um sistema judicial que se esconda atrás da obscuridade, enfatizando que este modelo é incompatível com os direitos humanos e os princípios constitucionais brasileiros.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Juiz sem rosto e com medo: a questão da lei nº 12.694/2012" por Ricardo Conolly e Alexandre de Morais da Rosa.

  • Introdução ao juiz sem rosto: Análise da necessidade de proteção a magistrados e testemunhas, em face da criminalidade crescente e das ameaças a profissionais do direito no Brasil.
  • Definição e aplicação prática: Explicação sobre o conceito de "juiz sem rosto", suas origens e a aplicação em diferentes países como Colômbia e Peru, onde foi uma resposta ao controle do crime organizado.
  • Impactos negativos observados: Discussão sobre os efeitos do sistema de juízes anônimos, incluindo a ineficácia em realmente proteger os juízes e as violações de direitos humanos que ocorreram.
  • Recepção da Lei nº 12.694/2012: Análise da nova lei brasileira que permite o julgamento por juiz colegiado em casos que envolvam organizações criminosas, e como esta lei se relaciona com o conceito de "juiz sem rosto".
  • Princípios constitucionais violados: Identificação das violações potenciais aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal, como o direito a um juiz natural e a publicidade dos atos processuais.
  • Considerações finais: Reflexão sobre a necessidade de manter a transparência e a responsabilização no sistema judicial, ressaltando que o "juiz sem rosto" é uma medida inconstitucional e contrária ao estado democrático de direito.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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