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Artigos Conjur – Prisão preventiva para fins de colaboração premiada

ARTIGO

Prisão preventiva para fins de colaboração premiada

O artigo aborda a problemática da utilização da prisão preventiva como ferramenta de pressão para a realização de acordos de colaboração premiada, destacando a inconstitucionalidade dessa prática que compromete direitos fundamentais. A autora, Gina Ribeiro Gonçalves Muniz, critica a banalização das prisões preventivas no contexto da operação "lava jato", questionando sua legitimidade e a real necessidade que justifique sua decretação. Além disso, salienta que tal conduta fere princípios do de...

Gina Muniz
23 fev. 2021 10 acessos
Prisão preventiva para fins de colaboração premiada

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da utilização da prisão preventiva como meio de coação para a colaboração premiada, questionando sua constitucionalidade.

Examina a história da delação premiada, desde as Ordenações Filipinas até os dias atuais, sublinhando a evolução da legislação relacionada, especialmente a Lei 12.850/2013. O texto critica o uso de prisões ilegais e argumenta que a pressão psicológica exercida sobre acusados encarcerados compromete a voluntariedade nas delações. A discussão inclui a análise do processo penal, enfatizando a presunção de inocência e os direitos fundamentais, e problematiza a legitimidade das prisões preventivas decretadas com a intenção de forçar colaborações.

Destaca ainda a questão da fundamentação jurídica das decisões judiciais e a possível banalização da prisão preventiva em detrimento das garantias constitucionais. Por fim, alerta sobre o risco de um Estado policial que prioriza repressão em vez da proteção dos direitos fundamentais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Prisão preventiva para colaboração premiada: uma eficiência inconstitucional!" de Gina Ribeiro Gonçalves Muniz.

  • Uso da prisão preventiva como pressão: Análise do uso de prisões preventivas para forçar acordos de colaboração premiada, com base em conversas da operação "lava jato".
  • História da delação premiada: Evolução do conceito de delação premiada desde as Ordenações Filipinas até a atual legislação brasileira, incluindo a Lei de Combate ao Crime Organizado.
  • Comparação entre práticas passadas e atuais: Discussão sobre a continuidade das pressões psicológicas sobre os acusados, comparando torturas do passado com prisões preventivas atuais.
  • Direitos fundamentais no processo penal: Reflexão sobre a importância da proteção dos direitos fundamentais do indivíduo, especialmente em contexto de pressões para colaborações.
  • Peculiaridades da colaboração premiada sob coação: Questionamento sobre a legitimidade da voluntariedade do acusado ao celebrar acordos quando este se encontra em situação de cárcere.
  • Prática punitivista no processo penal: Crítica à visão de que os fins justificam os meios, levando a prisões como meio de obtenção de provas.
  • Questionamentos sobre a legitimidade das prisões na "lava jato": Discussão sobre a real necessidade das prisões preventivas e se foram usadas para facilitar delações.
  • Fundamentação das decisões judiciais: A importância de que decisões de prisão sejam fundamentadas adequadamente, evitando o uso de argumentos genéricos.
  • Risco de banalização das prisões: Alerta sobre a banalização das prisões preventivas como um método coercitivo para alcançar delações.
  • Consequências da prisão para delação premiada: Análise das implicações da prática de usar prisões para forçar delações, incluindo questões de constitucionalidade e direitos do acusado.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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