Por um processo penal com menos fanatismo de coxinhas e mortadelas
O artigo aborda a necessidade de um distanciamento entre o Direito Penal e o fanatismo político, enfatizando a importância de uma visão crítica e autônoma do processo penal em 2017. A discussão inclui conceitos de fanatismo e exceção, destacando o impacto disso na legislação e no discurso jurídico. A proposta é promover um diálogo que aceite divergências, rejeitando o maniqueísmo e a intolerância que permeiam o cenário atual.

O artigo aborda a necessidade de um novo olhar sobre o Direito Penal e o processo penal no Brasil em 2017, promovendo um ceticismo construtivo sem perder a esperança.
Um dos temas centrais é o fanatismo, que é analisado sob a ótica de Amos Oz, destacando como a natureza maniqueísta do pensamento fanático fecha-se em sua própria verdade, dificultando a escuta do outro e a convivência democrática. O texto explora também a ideia de "estado de exceção" de Giorgio Agamben, que indica como o poder pode agir fora da norma, permeando a interseção entre o jurídico e o político, e problematiza a ideia de dissociação entre esses campos. Além disso, discute a crítica ao fanático que trai a verdade estabelecida, refletindo sobre o paradoxo de ser considerado traidor por mudar de opinião, e a prevalência de um paradigma punitivista que se instaura como verdade única.
O artigo conclui com um apelo à aceitação das divergências e à reflexão sobre as certezas que sustentam o discurso punitivista, utilizando a metáfora de Oz sobre vegetarianos e carnívoros para ilustrar a intensidade do extremismo nas opiniões.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais temas abordados no artigo de Alexandre Morais da Rosa sobre a necessidade de um processo penal menos fanático em 2017.
- Ceticismo e Esperança no Direito Penal: A importância de abordar o jurídico e o político com um olhar crítico, sem perder a esperança de um sistema mais autônomo.
- Fanatismo e Controle Democrático: A dificuldade em combater o fanatismo e a necessidade de estabelecer limites democráticos ao discurso radical.
- Poder e Exceção: A análise do poder na exceção e como ele se relaciona com a interseção entre jurídico e político, segundo Giorgio Agamben.
- Denúncia e Traição: A divergência do discurso dominante e suas consequências, refletindo sobre o tema de traição e fanatismo.
- Mutabilidade da Opinião: A reflexão sobre como a mudança de opinião é vista pelos fanáticos e a opção difícil entre ser traidor ou permanecer como um fanático.
- Abordagem Punitivista: Crítica ao paradigma punitivista que se mostra superior e intolerante com opiniões divergentes.
- Empatia e Aceitação do Dissenso: A importância de aceitar o dissidente e trair certezas sem perder a humanidade e a ternura.
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