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Artigos Conjur – Gina Muniz: Sobre o pedido de aditamento à ADPF 779

ARTIGO

Gina Muniz: Sobre o pedido de aditamento à ADPF 779

O artigo aborda o pedido de aditamento à ADPF 779, que questiona a decisão do STF sobre a inconstitucionalidade da tese de legítima defesa da honra em feminicídios, destacando a preocupação com a restrição da plenitude de defesa. A autora argumenta que tal aditamento busca limitar a capacidade de defesa ao estabelecer limites à clemência, precarizando os direitos do réu. Além disso, ressalta a importância das garantias do Tribunal do Júri, fundamentadas na Constituição, que devem ser preserva...

Gina Muniz
09 abr. 2021 15 acessos
Gina Muniz: Sobre o pedido de aditamento à ADPF 779
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a recente decisão do STF, que declarou inconstitucional a tese de legítima defesa da honra em casos de feminicídio, e o pedido de aditamento à ADPF 779, que busca limitar o uso da clemência no tribunal do júri.

Os temas discutidos incluem a análise da plenitude de defesa versus ampla defesa, destacando a importância da argumentação metajurídica no tribunal do júri, e a soberania dos veredictos, que impede que juízes reavaliem decisões do júri popular em áreas que envolvem razões humanitárias. O texto ressalta a diferença entre excludentes de ilicitude e a clemência, argumentando que a constituição garante aos jurados a liberdade de absolver réus por motivos além do jurídico.

Além disso, critica a ideia de que a acusação, e não o réu, é a parte vulnerável no processo penal, enfatizando que as garantias do júri existem para proteger o réu. O autor expressa preocupação com a possibilidade de os direitos constitucionais serem limitados e defende que a defesa, tanto pública quanto privada, deve lutar contra essas práticas consideradas inconstitucionais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais temas abordados no artigo "Pedido de aditamento à ADPF 779: “No Caminho, com Maiakóviski” de Gina Ribeiro Gonçalves Muniz.

  • Decisão do STF sobre a ADPF 779: A inconstitucionalidade da tese de legítima defesa da honra em crimes de feminicídio e suas implicações sobre o direito à defesa.
  • Poesia de Maiakóviski: Reflexão sobre como o poema ressoa com a questão da defesa no contexto jurídico atual.
  • Plenitude de defesa e soberania dos veredictos: A importância desses conceitos no direito ao júri conforme a Constituição Federal e sua relação com a defesa do réu.
  • Limites para a tese de clemência: Crítica à possibilidade de restrições à argumentação metajurídica e os riscos de cerceamento da defesa.
  • Recursos no Tribunal do Júri: Explicação sobre as circunstâncias em que defesa e acusação podem recorrer das decisões do júri.
  • Argumentação sobre o quesito genérico da absolvição: A distinção entre questões jurídicas e clemência, e a relação com a plenitude de defesa.
  • Críticas à proposta de aditamento da ADPF 779: Análise das propostas de limitação e suas consequências para o direito do réu.
  • Defesa como garantidora dos direitos fundamentais: O papel dos defensores públicos e advogados na preservação dos direitos do réu em um processo penal justo.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Gina MunizDefensora Pública do estado de Pernambuco. Mestre em ciências jurídico-criminais pela Universidade de Coimbra.

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