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Artigos Conjur – O Manto de Invisibilidade do uso da I.A. no Processo Penal

ARTIGO

O Manto de Invisibilidade do uso da I.A. no Processo Penal

O artigo aborda a problemática do uso de provas obtidas por Modelos de Inteligência Artificial nos processos penais, sublinhando a falta de transparência e controle sobre sua aplicação pelos órgãos estatais. O autor destaca que, apesar da proibição de usar tais modelos internamente no Judiciário, ocorre um contrassenso, pois provas obtidas de forma pouco clara são utilizadas em condenações, sem a devida verificação de conformidade com as normas do CNJ e a LGPD. A reflexão proposta busca garan...

Alexandre Morais da Rosa
07 jan. 2022 23 acessos 5,0 (1 avaliações)
O Manto de Invisibilidade do uso da I.A. no Processo Penal

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão do uso de provas adquiridas por Modelos de Inteligência Artificial (IA) no Processo Penal, enfatizando a falta de regulamentação e transparência nesse contexto.

Discute a validade do uso dessas provas pelos órgãos estatais, como polícias e ministérios públicos, em desacordo com normas de proteção de dados e de transparência definidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). O texto também analisa o paradoxo entre a proibição do uso interno de modelos de IA no Judiciário e a aceitação de provas externas sem os devidos mecanismos de controle, caracterizando tal situação como um “Manto da Invisibilidade”. Além disso, aborda o conceito de “accountability”, a importância da transparência e auditabilidade em processos que envolvem IA, e a necessidade de conformidade com normas claras para garantir a legalidade das provas utilizadas.

O artigo menciona a Resolução 332 do CNJ, que define as diretrizes para o uso de IA na Justiça, enfatizando a importância de práticas que visem a proteção de dados pessoais sensíveis e a transparência na obtenção e utilização das provas. Por fim, conclui que a ausência de controle sobre os modelos de IA pode levar a condenações injustas e violações do devido processo legal, tornando urgente a necessidade de um marco regulatório que assegure a ética e a legalidade no uso desses modelos no processo penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais pontos abordados no artigo "O Manto de Invisibilidade do uso da Inteligência Artificial no Processo Penal" por Alexandre Morais da Rosa.

  • Uso de Provas e Inteligência Artificial: Discussão sobre a validade do uso de provas documentais produzidas por Modelos de Inteligência Artificial pelos órgãos estatais, considerando as normas do CNJ e LGPD.
  • Transparência e Controle: A importância da transparência, auditabilidade e responsabilidade em relação ao uso de Inteligência Artificial nas investigações e processos penais.
  • Manto da Invisibilidade: O fenômeno em que a falta de controle e visibilidade sobre o uso de modelos de IA legitima práticas abusivas no contexto jurídico.
  • Normativa do CNJ: Descrição da Resolução 332, que rege o uso de Inteligência Artificial no Judiciário, estabelecendo princípios e diretrizes de tratamento de dados.
  • Exigências Legais: Requisitos que os órgãos devem atender ao utilizar IA, como garantir a segurança dos dados e possibilitar a auditoria das ferramentas utilizadas.
  • Prohibições Internas e Externas: Contradições entre o que é permitido internamente no Judiciário e as provas consideradas válidas, mesmo quando obtidas sem o devido controle.
  • Importância da Cadeia de Custódia: Discussão sobre a necessidade da manutenção da cadeia de custódia para garantir a validade das provas obtidas por meio de IA.
  • Desafios à Conformidade Legal: Abordagem sobre os riscos que emergem da ausência de regulamentação clara no uso de IA nas atividades de investigação e no processo penal.
  • Perspectivas Futuras: A necessidade de regramento específico para garantir que o uso de Inteligência Artificial no Judiciário cumpra com os princípios do devido processo legal.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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