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Artigos Conjur – O caso Michel Temer e a distorção da prisão preventiva

ARTIGO

O caso Michel Temer e a distorção da prisão preventiva

O artigo aborda a distorção da prisão preventiva, destacando sua utilização como instrumento de punição imediata, em vez de uma medida cautelar excepcional. Os autores, Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa, analisam o caso do ex-presidente Michel Temer para ilustrar como a falta de atualidade e fundamentação nas prisões cautelares compromete seus princípios constitucionais, ressaltando a necessidade de resguardar a presunção de inocência e a limitação do uso abusivo de prisões.

Alexandre Morais da Rosa, Aury Lopes Jr
29 mar. 2019 16 acessos
O caso Michel Temer e a distorção da prisão preventiva

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a distorção da prisão preventiva no contexto do caso do ex-presidente Michel Temer, enfatizando seu uso como instrumento de punição imediata em vez de uma medida excepcional.

Os autores discutem a natureza punitiva da prisão cautelar, que deveria ser aplicada com base na urgência e proporcionalidade, e criticam a banalização dessa prática que resulta na violação do princípio da provisionalidade, essencial para garantir a presunção de inocência. A análise inclui a relação entre o "periculum libertatis" e a necessidade de que a prisão cautelar seja fundamentada em riscos atuais, não em fatos passados, destacando a ilegalidade da prisão de Temer, baseada em eventos ocorridos entre 2013 e 2015.

A obra também explora a ausência de fundamentação adequada na decretação da prisão, defendendo a necessidade de um processo justo que evite o sofrimento desproporcional dos acusados e conclui com um apelo à restrição do uso da prisão preventiva apenas para casos que rigorosamente atendam aos requisitos legais, condenando qualquer aplicação que vise fins outros que não os do devido processo legal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo sobre o caso do ex-presidente Michel Temer e a distorção da prisão preventiva, escrito por Aury Lopes Jr. e Alexandre Morais da Rosa.

  • Distorção da Prisão Preventiva: Análise da prisão preventiva como ferramenta de punição e controle social, em vez de um instrumento excepcional.
  • Princípio da Provisionalidade: Discussão sobre a importância da provisionalidade na decisão de prisão, garantindo a coexistência com a presunção de inocência.
  • Atualidade do Periculum Libertatis: Necessidade de que o risco à liberdade seja atual e não remanescente, como critério para a manutenção da prisão preventiva.
  • Impacto Social e Legal da Prisão Preventiva: Reflexão sobre o impacto negativo da cultura de punição imediata e o desvirtuamento das prisões cautelares.
  • Fundamentação da Decisão Judicial: Necessidade de decisões judiciais bem fundamentadas e baseadas em provas concretas para a decretação de prisões preventivas.
  • Casos Excepcionais para Prisão: Definição dos casos em que a prisão cautelar é realmente justificável e a crítica à sua banalização.
  • Consequências da Prisão Cautelar: Reflexão sobre as consequências severas da prisão cautelar sobre indivíduos inocentes e a necessidade de proteção dos direitos fundamentais.
  • Cultura de Justiça: Crítica à uso da prisão e sua função democrática, ressaltando o impacto da percepção pública na aplicação da justiça.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)
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Aury Lopes JrDoutor em Direito Processual Penal pela Universidad Complutense de Madrid. É Professor Titular do Programa de Pós-Graduação – Especialização, Mestrado e Doutorado – em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Advogado criminalista. Membro da Abracrim

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