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Artigos Conjur – Monopólio(s) e soberania nas atividades nucleares: desafios do século 21

ARTIGO

Monopólio(s) e soberania nas atividades nucleares: desafios do século 21

O artigo aborda a relação entre monopólios e soberania nas atividades nucleares, enfatizando como a centralização do poder estatal é essencial para a proteção da soberania nacional. Os autores discutem as deficiências dos monopólios estatais frente à globalização e às novas tecnologias, sugerindo a necessidade de parcerias estratégicas com o setor privado para garantir a eficácia da política nuclear. Além disso, propõem uma reconfiguração dos arranjos jurídicos que permita uma governança nucl...

Georges Abboud
16 fev. 2026
Monopólio(s) e soberania nas atividades nucleares: desafios do século 21

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre monopólio e soberania nas atividades nucleares, destacando como o monopólio é uma estratégia institucional essencial para garantir a soberania do Estado.

Os autores discutem a centralização do poder estatal historicamente e sua conexão com a emissão de moeda, defesa militar e produção do Direito, ressaltando que a soberania está atrelada à delimitação do território e à preservação de recursos naturais. A análise avança para os desafios do século 21, onde a globalização e as novas tecnologias dificultam a manutenção de monopólios estatais tradicionais, exigindo uma reconfiguração das relações entre o Estado e agentes privados. A importância de colaborações inovadoras é enfatizada, especialmente no setor nuclear, que requer expertise técnica e investimentos significativos.

Os autores argumentam que a governança nuclear deve integrar conhecimento e recursos do setor privado, sem abrir mão da prerrogativa do Estado de definir normas e estratégias. Finalmente, é afirmado que a defesa da soberania não deve se basear no isolamento cognitivo, mas na articulação de saberes dispersos, propondo que a colaboração controlada com a iniciativa privada é vital para o cumprimento dos objetivos constitucionais do Estado.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Monopólio(s) e soberania nas atividades nucleares: desafios do século 21" por Georges Abboud e Francisco de Assis e Silva.

  • Conceito de soberania: Discussão sobre a definição de soberania como poder supremo do Estado e sua relação com o território e a autoridade central.
  • Centralização do poder estatal: Análise da formação histórica do poder, incluindo a criação de instituições como Bancos Centrais, exércitos e a produção do Direito.
  • Monopólio estatal e constitucionalidade: Reflexão sobre a estratégia estatal de centralização de atividades essenciais ao exercício da soberania e a proteção do território.
  • Desafios da soberania no século 21: Consideração sobre como a globalização e novas tecnologias impactam a capacidade do Estado de manter o monopólio sobre setores estratégicos como o nuclear.
  • Alianças estratégicas entre públicos e privados: Discussão sobre a necessidade de interação colaborativa entre o Estado e empresas privadas para fortalecer a soberania.
  • Dimensões do monopólio constitucional: Elucidação das diferenças entre monopólio econômico, jurídico e cognitivo, e sua repercussão na prática estatal.
  • Governança na área nuclear: Importância dos investimentos privados e arranjos cooperativos para o desenvolvimento de uma política nuclear eficaz e segura.
  • Precedente do STF: Análise do caso Eletrobras e sua implicação sobre a manutenção do monopólio jurídico sem a exclusão de participação privada.
  • Regulação e conhecimento: Discussão sobre como o monopólio do Estado em temas estratégicos não deve ser um impeditivo para a colaboração com o setor privado.
  • Concepção de novos arranjos institucionais: Proposta de inovação na governança, envolvendo juristas e economistas para adequar as legislações às realidades contemporâneas.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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