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Artigos Conjur – Juiz que não afasta qualquer dúvida sobre sua parcialidade é ilegítimo

ARTIGO

Juiz que não afasta qualquer dúvida sobre sua parcialidade é ilegítimo

O artigo aborda a questão da imparcialidade no Judiciário, enfatizando que um juiz que não se distancia de qualquer dúvida sobre sua parcialidade compromete a legitimidade da jurisdição. Os autores criticam manifestações que revelam uma visão autoritária e comparável à Inquisição, como o exemplo de um magistrado que "perdoa" advogados pelo exercício de sua função. A discussão destaca a importância de um juiz imparcial para garantir os direitos fundamentais e a validade do processo judicial.

Ruiz Ritter
12 ago. 2017 22 acessos
Juiz que não afasta qualquer dúvida sobre sua parcialidade é ilegítimo

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a questão da imparcialidade no Judiciário, ressaltando a preocupação com manifestações de juízes que denotam uma parcialidade que compromete a legitimidade da jurisdição.

A partir de um exemplo de um desembargador que "perdoa" advogados por exercerem sua função, discute-se como essa visão revela uma aproximação preocupante com práticas autoritárias, semelhantes às da Inquisição. O texto traz a definição de jurisdição como um direito fundamental de ser julgado por um juiz natural e imparcial, destacando que a imparcialidade não é apenas a ausência de preconceitos, mas uma construção jurídica que visa tratar as partes de forma igualitária.

Além disso, critica a normatização do sistema de Justiça que responsabiliza a defesa pelo atraso processual, invertendo o ônus e deslegitimando o papel do advogado. O artigo também referencia a jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos para afirmar que a imparcialidade objetiva é crucial, e conclui que é ilegítima uma jurisdição que admite qualquer forma de dúvida sobre sua parcialidade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Juiz que não afasta qualquer dúvida sobre sua parcialidade é ilegítimo" de Ruiz Ritter e Luíza Richter.

  • O papel do Poder Judiciário: A confusão entre a função judiciária e uma posição de poder supremo, destacando a necessidade de um Estado laico.
  • Imparcialidade Judicial: A importância de um juiz imparcial como garantia constitucional, refletindo a essência da jurisdição.
  • Conceito de Imparcialidade: A definição de imparcialidade como uma construção jurídica e não a mera neutralidade.
  • Violação da Imparcialidade: Como a manifestação de "perdão" por parte de um magistrado a um advogado afeta a legitimidade do processo.
  • Referências à Inquisição: Comparação entre o sistema de Justiça contemporâneo e a lógica autoritária da Inquisição.
  • Acréscimos do sistema de Justiça atual: Análise crítica das medidas propostas pelo Ministério Público Federal e a visão negativa da defesa no processo penal.
  • Dimensões da Imparcialidade: A distinção entre imparcialidade subjetiva e objetiva, conforme abordado pelo Tribunal Europeu de Direitos Humanos.
  • Consequências da falta de imparcialidade: Reflexão sobre os efeitos da parcialidade no sistema judiciário e a necessidade de superação dessa realidade.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Ruiz RitterAdvogado criminalista, doutorando, mestre e especialista em Ciências Criminais (PUC/RS), e especialista em Direito Administrativo (PUC/MG).

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