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Artigos Conjur – Opinião: Deslocar função decisória para máquinas é muito perigoso

ARTIGO

Opinião: Deslocar função decisória para máquinas é muito perigoso

O artigo aborda a crescente dependência do Direito em relação à inteligência artificial, enfatizando os riscos associados à delegação de decisões judiciais a algoritmos. Os autores, Dierle Nunes e Aurélio Viana, destacam a potencial ineficácia e os vieses que podem ser incorporados por esses sistemas, alertando para a ilusão da neutralidade algorítmica e a importância de um controle rigoroso e ético sobre suas aplicações no contexto jurídico. A análise sugere que, embora a tecnologia possa of...

Dierle Nunes
22 jan. 2018 14 acessos
Opinião: Deslocar função decisória para máquinas é muito perigoso
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a crescente utilização de tecnologias e inteligência artificial no campo do Direito, destacando as implicações desta mudança para a função decisória das máquinas.

Entre os temas discutidos, estão a eficiência e os riscos da dependência acrítica de algoritmos, que podem perpetuar preconceitos e enviesamentos por causa da sua suposta neutralidade, componente central na discussão sobre justiça e imparcialidade nas decisões judiciais. Assim, enfatiza-se a importância de regular a aplicação dessas tecnologias para evitar que decisões judiciais sejam tomadas com base em padrões distorcidos. Além disso, o artigo menciona o impacto do aprendizado de máquinas e os desafios que isso traz ao entendimento do comportamento decisional humano, ressaltando a necessidade de supervisão e transparência nos sistemas de IA.

A obra critica a tendência de confiar na objetividade dos algoritmos, lembrando que a complexidade do Direito e suas nuances não podem ser necessariamente codificadas em máquinas, e que a busca por eficiência não deve sobrepor-se à análise crítica das implicações éticas de deslocar funções decisórias para sistemas automatizados. Por fim, o texto alude à situação caótica do sistema jurídico brasileiro, que demanda urgentemente um melhor manejo de precedentes e técnicas que promovam a clareza nas decisões judiciais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Deslocar função estritamente decisória para máquinas é muito perigoso", escrito por Dierle Nunes e Aurélio Viana.

  • Aumento da Tecnologia no Direito: Discussão sobre a ascensão do uso de ferramentas digitais e inteligência artificial no sistema jurídico brasileiro, destacando a implementação do PJe no Tribunal de Justiça de Minas Gerais e a resolução do STJ para peticionamento eletrônico.
  • Perigos da Tomada de Decisão Algorítmica: Análise crítica sobre a perigosa tendência de delegar decisões judiciais a algoritmos, que podem transmitir uma falsa impressão de imparcialidade.
  • Vieses e Falhas dos Algoritmos: Exame dos preconceitos que podem ser incorporados nos algoritmos, levando a resultados injustos e opacos, como evidenciado no trabalho de Cathy O'Neil.
  • Implicações Éticas da Inteligência Artificial no Direito: Debate sobre as questões éticas relacionadas à automação de decisões judiciais e a necessidade de transparência e controle sobre algoritmos usados nas decisões.
  • Impacto na Jurisprudência: Reflexão sobre como a dependência de algoritmos pode agravar a anarquia interpretativa no sistema jurídico brasileiro e potencialmente minar a segurança jurídica.
  • O Papel das Lawtechs: Explicação sobre como escritórios de advocacia estão utilizando tecnologia para otimizar processos e seu impacto na litigiosidade repetitiva.
  • Importância da Supervisão Humana: Ênfase na necessidade de continuar a supervisão humana nas decisões judiciais, devido à complexidade do comportamento humano que não pode ser replicado completamente por máquinas.
  • Necessidade de Regulação: Proposta de criação de um sistema regulatório para garantir a ética e a justiça nas decisões automatizadas, promovendo maior accountability na utilização de dados.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Dierle NunesSócio de CRON Advocacia, com atuação estratégica no cível e empresarial. Se notabilizou como Processualista, participando da Comissão de Juristas que elaborou o CPC de 2015 e, há bastante tempo, é um estudioso do impacto das novas tecnologias, com destaque para a Inteligência Artificial, no Direito. Professor na UFMG e PUCMINAS.

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