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Artigos Conjur – Como funcionam as negociações complexas na delação

ARTIGO

Como funcionam as negociações complexas na delação

O artigo aborda as características e desafios das negociações complexas, especialmente em contextos de delação premiada, onde se evidenciam os problemas de representação entre mandantes e mandatários. Destaca-se a necessidade de mecanismos de accountability e transparência para garantir que os interesses públicos sejam preservados. Além disso, analisa a dinâmica de poder nas relações entre organizações e a dificuldade de tomada de decisão, enfatizando a importância de um controle eficiente na...

Alexandre Morais da Rosa
02 mar. 2018 15 acessos
Como funcionam as negociações complexas na delação

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Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda o conceito de negociações complexas, definidas por Andrew Trask e Andrew Devire, que ocorrem entre organizações e que apresentam características como o impacto de julgamentos não racionais, múltiplas partes e questões, longa duração, complexidade regulatória e interculturalidade.

Ele discute também a dificuldade em resolver conflitos nesses contextos, destacando o problema mandante/mandatário, que se refere à divergência de interesses entre representantes e aqueles que representam. A obra explora o mandato no Direito Civil e as nuances das relações de representação, especialmente em instituições estatais como o Ministério Público, onde a representatividade do povo é fragmentada. Além disso, é analisada a assimetria de informações nas decisões de organismos internacionais, refletindo a desconexão entre os cidadãos e seus mandatários.

O texto propõe a necessidade de mecanismos de accountability e transparência nas delações premiadas, ressaltando que a homologação judicial não é suficiente para garantir a legitimidade do processo. A importância do entendimento da dinâmica mandante-mandatário é enfatizada para a efetividade das negociações complexas, especialmente no contexto da delação.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Como funcionam as negociações complexas na delação", escrito por Alexandre Morais da Rosa e Ana Luisa Schmidt Ramos.

  • Características das Negociações Complexas: Discussão sobre seis características que tornam as negociações entre organizações complexas, incluindo julgamentos não racionais, múltiplas partes e questões, longa duração, e regulamentação.
  • Problema Mandante/Mandatário: Análise do obstáculo relacionado às relações entre representantes e representados nas negociações, destacando o conflito de interesses entre mandatários e seus mandantes.
  • Mandato no Direito Civil: Definição do mandato e sua aplicação em organizações, explicando a delegação de poderes por sócios e acionistas.
  • Representação na Democracia: Exploração do conceito de representação segundo Norberto Bobbio, diferenciando representação política de representação de interesses particulares e de grupo.
  • Assimetria de Informação: A relação entre mandatários e cidadãos, destacando a falta de responsabilização e a dificuldade na compreensão das decisões de delação premiada.
  • Mecanismos de Accountability: Propostas para mitigar a ausência de responsabilização, incluindo a necessidade de transparência e mecanismos de controle eficazes nas delações.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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