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Artigos Conjur – ‘A arbitragem vale o que vale o árbitro’: o STJ e o dever de revelação

ARTIGO

'A arbitragem vale o que vale o árbitro': o STJ e o dever de revelação

O artigo aborda a importância do dever de revelação na arbitragem, destacando como a imparcialidade do árbitro é essencial para a legitimidade do processo. A conexão entre a falta de transparência e a anulação de sentenças arbitrais é analisada, enfatizando a relevância de manter altos padrões de independência para preservar a confiança das partes. O texto também reflete sobre as consequências da violação desse dever, sugerindo a necessidade de responsabilização do árbitro quando ocorre a omi...

Georges Abboud
17 mar. 2026
\'A arbitragem vale o que vale o árbitro\': o STJ e o dever de revelação
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda a importância do dever de revelação na arbitragem, destacando como a imparcialidade do árbitro é fundamental para a legitimidade da decisão arbitral.

Examina as inconsistências entre a teoria e a prática na atuação dos árbitros e a necessidade de transparência ao longo do procedimento arbitral, conforme estipulado pela Lei de Arbitragem brasileira. Discute a relevância do caso do STJ (REsp nº 2.215.990/SP), que enfatiza a obrigação do árbitro de revelar relações que possam comprometer sua independência, e como a omissão pode levar à anulação da sentença arbitral, impactando a confiança no sistema como um todo. O texto também explora as consequências da quebra desse dever, incluindo a responsabilidade civil do árbitro por danos causados às partes, ressaltando que a arbitragem depende não apenas da percepção de independência, mas também da transparência real e efetiva no processo.

Por fim, destaca a noção de que a credibilidade da arbitragem está diretamente ligada à confiança depositada pelas partes no árbitro, reafirmando a frase "a arbitragem vale o que vale o árbitro" como um alerta para a necessidade de práticas de reveleção adequadas e rigorosas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A arbitragem vale o que vale o árbitro": o STJ e o dever de revelação" por Georges Abboud.

  • Arbitragem e imparcialidade: Reflexões sobre a importância da coerência entre a teoria e a prática na função arbitral, e a necessidade de impessoalidade por parte do árbitro.
  • Padrão de transparência: Discussão sobre o papel central da imparcialidade no processo arbitral e a expectativa de neutralidade do árbitro, mesmo quando é indicado por uma das partes.
  • Dever de revelação: Análise do artigo 14, § 1º, da Lei nº 9.307/1996, que exige do árbitro a comunicação de fatores que possam comprometer sua imparcialidade antes e durante o procedimento arbitral.
  • Caso Abengoa: Exame do precedente do STJ que abordou a relevância do dever de revelação e como relações profissionais entre árbitros e partes podem afetar a independência do julgamento.
  • Consequências da violação do dever de revelação: Efeitos da omissão de informações relevantes na legitimidade do procedimento arbitral e a possível anulação da sentença arbitral.
  • Quebra do dever de revelação: Considerações sobre como a violação desse dever pode deslegitimar não apenas um caso específico, mas o próprio sistema arbitral.
  • Responsabilização civil do árbitro: Discussão sobre as implicações jurídicas da falha no cumprimento do dever de revelação e a possibilidade de reparação de danos às partes prejudicadas.
  • A arbitragem e a reputação: Reflexão sobre a dependência da credibilidade da arbitragem na transparência e independência dos árbitros, conforme afirmado pelo adágio "a arbitragem vale o que vale o árbitro".
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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