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#359 | A técnica e a interdisciplinaridade no Tribunal do Júri | Andrews Bianchi e Marco Paladini

O episódio aborda a atuação técnica e interdisciplinar no Tribunal do Júri, destacando a importância de integrar conhecimentos de psicologia, psiquiatria, perícia e estratégia probatória à defesa. Marco Paladini comenta a preparação para plenários, a técnica de inquirição, o trabalho em equipe, os limites da oratória e a necessidade de atualização constante. Também são discutidos os desafios da jovem advocacia, a construção de teses, os resultados possíveis além da absolvição e o aprendizado ...

11 jun. 2026
#359 | A técnica e a interdisciplinaridade no Tribunal do Júri | Andrews Bianchi e Marco Paladini

O episódio aborda a atuação técnica e interdisciplinar no Tribunal do Júri, destacando a importância de integrar conhecimentos de psicologia, psiquiatria, perícia e estratégia probatória à defesa. Marco Paladini comenta a preparação para plenários, a técnica de inquirição, o trabalho em equipe, os limites da oratória e a necessidade de atualização constante. Também são discutidos os desafios da jovem advocacia, a construção de teses, os resultados possíveis além da absolvição e o aprendizado com cada julgamento.

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Tópicos abordados

Principais temas e pontos abordados neste conteúdo

Principais temas abordados no episódio sobre técnica, interdisciplinaridade e atuação estratégica no Tribunal do Júri, com Andrews Bianchi e Marco Paladini.

  • Experiência de Marco Paladini no Tribunal do Júri: Trajetória de mais de dez anos na advocacia, com atuação exclusiva no Tribunal do Júri há aproximadamente seis anos, especialmente na Zona da Mata Mineira e no Rio de Janeiro.
  • Interdisciplinaridade na preparação da defesa: A importância de contar com profissionais de diferentes áreas, como psicólogos, psiquiatras forenses, peritos balísticos e especialistas em reconstituição, para construir uma defesa técnica mais robusta.
  • Tradução de conceitos científicos para os jurados: Como conhecimentos relacionados ao funcionamento do cérebro, ao sequestro da amígdala e à violenta emoção precisam ser explicados de forma acessível ao Conselho de Sentença.
  • Capacitação técnica da advocacia criminal: A necessidade de participar de eventos, estudar constantemente e desenvolver musculatura teórica para compreender laudos, provas periciais e conceitos interdisciplinares.
  • Superação da dependência exclusiva da oratória: A atuação no Tribunal do Júri não pode se apoiar apenas no discurso do advogado, exigindo preparação, estratégia, conhecimento probatório e domínio técnico.
  • Construção da tese desde o início do processo: A defesa deve ser planejada desde o inquérito policial, passando pela instrução, pela análise das provas e pela formulação dos quesitos submetidos aos jurados.
  • Formulação de perguntas estratégicas: O advogado deve fazer perguntas com objetivos definidos, evitando questionamentos improvisados ou sem conhecimento prévio da possível resposta.
  • Técnica de inquirição e cross-examination: O episódio destaca que uma resposta favorável pode ser prejudicada quando o advogado insiste desnecessariamente, permitindo que a testemunha corrija ou reformule sua declaração.
  • O plenário começa antes da sustentação oral: A oitiva de testemunhas e peritos já integra a construção da narrativa defensiva, podendo influenciar diretamente a sustentação, a réplica e a tréplica.
  • Estratégia e previsibilidade no Tribunal do Júri: Cada pergunta, intervenção e escolha defensiva deve ter uma finalidade concreta, pois não há espaço para improvisos ou condutas sem planejamento.
  • O júri ideal para a defesa: Para Marco Paladini, o júri ideal é aquele em que o advogado acredita no cliente, entrega o máximo de sua capacidade e utiliza todos os recursos disponíveis para buscar o melhor resultado possível.
  • Limites da atuação defensiva e assimetria entre acusação e defesa: A conversa aborda a desigualdade estrutural entre o aparato estatal e os recursos disponíveis à defesa, reforçando a importância da preparação e do trabalho colaborativo.
  • Preparação para casos em que a absolvição não é possível: A melhor defesa nem sempre terá como resultado a absolvição, podendo buscar uma condenação mais justa, uma desclassificação ou uma dosimetria penal mais favorável.
  • Importância da equipe de apoio: Trabalhar acompanhado permite dividir tarefas, registrar informações, observar nulidades, acompanhar manifestações das partes e formular quesitos com maior segurança.
  • Aprendizado com profissionais experientes: A jovem advocacia é aconselhada a não realizar o primeiro Tribunal do Júri sozinha, buscando atuar ao lado de alguém com experiência prática.
  • Experiência prática e “embargos auriculares”: O episódio ressalta que muitos aprendizados do Júri ocorrem na prática, inclusive em conversas reservadas e orientações informais durante a sessão, especialmente para evitar conflitos desnecessários e corrigir estratégias.
  • Controle emocional e postura profissional: O advogado deve evitar perder-se na própria indignação ou paixão pela causa, mantendo sangue-frio para tomar decisões técnicas e preservar os interesses do cliente.
  • Aprendizado a partir de resultados apertados: Derrotas por 4 a 3 e dúvidas posteriores sobre a estratégia devem ser transformadas em reflexão e aperfeiçoamento, e não apenas em culpa ou frustração.
  • Consequências positivas de uma defesa bem executada: Mesmo sem absolvição, a qualidade da atuação pode influenciar a sentença, a dosimetria da pena e a construção de um resultado mais justo para o acusado.
  • Limites impostos pelo comportamento do cliente: A estratégia defensiva pode ser prejudicada quando o acusado ignora orientações, decide falar contra a recomendação técnica ou altera os planos previamente estabelecidos.
  • Atualização contínua do advogado criminalista: A dinâmica da tecnologia, do comportamento social e do processo penal exige estudo permanente para evitar a obsolescência profissional e melhorar os resultados.
  • Humildade e combate à vaidade na advocacia: Os participantes defendem a troca de experiências, a generosidade entre profissionais e a ideia de que ninguém está definitivamente pronto, pois a aprendizagem deve ser constante.
  • Valorização da formação coletiva: O Criminal Player é apresentado como espaço de diálogo, atualização e integração entre advogados, peritos, professores e outros profissionais envolvidos na justiça criminal.

Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Andrews BianchiProfessor e historiador formado pela PUCRS, é co-fundador da Lawtta, startup que combina tecnologia, inteligência e comunicação jurídica. Tem participação em casos de grande repercussão, como o Júri da Boate Kiss, e colabora com inúmeros advogados de todo o Brasil. Além disso, é dele a arte por trás das palestras de Alexandre Morais da Rosa, ilustrando conhecimento de forma inspiradora e envolvente.

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