Artigos Conjur – Reconhecimento de paternidade no cárcere: iniciativa que faz diferença

ARTIGO

Reconhecimento de paternidade no cárcere: iniciativa que faz diferença

O artigo aborda uma iniciativa da Vara Regional de Execuções Penais de São José (SC) que facilita o reconhecimento de paternidade para apenados, permitindo que 50 homens registrassem seus filhos em menos de 20 dias, sem custos ou exame de DNA. A proposta destaca a importância de uma coordenação eficaz entre diferentes órgãos, abordando as falhas estruturais que levam a uma fragmentação do processo, e sugere a necessidade de uma política nacional que garanta o direito à filiação no sistema pri...

Alexandre Morais da Rosa
04 set. 2026
Reconhecimento de paternidade no cárcere: iniciativa que faz diferença
Publicado no Conjur
Resumo do artigo

O artigo aborda diversos temas relacionados ao reconhecimento de paternidade no sistema prisional, com foco na iniciativa implementada em São José, SC.

Primeiramente, explora a problemática da falta de registro de filhos por apenados, destacando que 79 homens declararam ter filhos não registrados e que 50 conseguiram formalizar esse reconhecimento rapidamente, evidenciando falhas de comunicação entre os órgãos competentes. Em seguida, discute a necessidade de registrar paternidade como um direito fundamental, a partir da Constituição Federal e da Agenda 2030 da ONU, que visa assegurar a identidade legal das crianças. O texto critica a fragmentação das competências que envolvem o reconhecimento da paternidade, ressaltando a Lei 14.210/2021 que busca a decisão coordenada entre diferentes autoridades.

Apresenta ainda dados sobre o número de reconhecimentos realizados e a importância de reportar a perda de casos, além de sugerir uma Política Nacional Judicial para promover o direito à filiação no sistema prisional, sem demanda por novas legislações. Por fim, conclui que essa iniciativa pode influenciar de forma significativa a vida das crianças e a identidade civil de indivíduos que, apesar da privação de liberdade, têm direitos a serem respeitados.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Conjur.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Reconhecimento de paternidade no cárcere: iniciativa que faz diferença" por Alexandre Morais da Rosa.

  • Ponto de partida: Relato sobre a aplicação de questionário a apenados no presídio de São José (SC) e o resultado positivo de registros de paternidade, destacando a eficiência do processo dentro de 20 dias.
  • Filho/a cumpre a pena que não é dele: Discussão sobre os direitos da criança e as implicações da omissão do Estado na facilitação do registro de paternidade.
  • Competência fragmentada é o problema, não a lei: Análise da complexidade do reconhecimento de paternidade no sistema prisional, com a necessidade de múltiplos órgãos atuar em conjunto.
  • São José testou a resposta: Descrição do protocolo implementado em São José para unificar a tramitação dos pedidos de reconhecimento de paternidade no sistema prisional.
  • Números que faltam também contam: Apresentação dos dados sobre o número de reconhecimentos formais e confronto com perdas no processo, sugerindo a necessidade de relatórios transparentes.
  • Minuta não pede reforma, pede rotina: Proposta de criação da Política Nacional Judicial de Promoção do Direito à Filiação no Sistema Prisional, sem necessidade de nova legislação, mas sim de articulação entre órgãos.
  • Lição: Reflexão sobre a potencial ampliação dos reconhecimentos de paternidade na população carcerária catarinense e a importância da ação do judiciário no reconhecimento da identidade civil.
Leia o artigo completo no ConjurTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Alexandre Morais da RosaPós-doutorando em Universidade de Brasilia (UnB). Doutor em Direito (UFPR), com estágio de pós-doutoramento em Direito (Faculdade de Direito de Coimbra e UNISINOS). Mestre em Direito (UFSC). Professor do Programa de Graduação, Mestrado e Doutorado da UNIVALI. Juiz de Direito do TJSC. Membro Honorário da Associação Ibero Americana de Direito e Inteligência Artificial/AID-IA. Pesquisa Novas Tecnologias, Big Data, Jurimetria, Decisão, Automação e Inteligência Artificial aplicadas ao Direito Judiciário, com perspectiva transdisciplinar. Coordena o Grupo de Pesquisa SpinLawLab (CNPq UNIVALI)

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