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Artigos Migalhas – A modalidade de ação penal no crime de estelionato e suas implicações após o advento da lei 13.964/2019

ARTIGO

A modalidade de ação penal no crime de estelionato e suas implicações após o advento da lei 13.964/2019

O artigo aborda as alterações introduzidas pela lei 13.964/2019 na ação penal do crime de estelionato, destacando a nova exigência de representação do ofendido para o prosseguimento da ação, além das exceções em casos específicos. Os autores discutem as implicações práticas dessa mudança, como a necessidade de intimação da vítima e as nuances para processos já em andamento, ressaltando tanto os aspectos positivos quanto as controvérsias geradas pela nova legislação.

Soraia Mendes
28 abr. 2020
A modalidade de ação penal no crime de estelionato e suas implicações após o advento da lei 13.964/2019

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda as implicações trazidas pela lei 13.964/2019, conhecida como "Lei Anticrime", sobre a ação penal no crime de estelionato, destacando que a nova redação do artigo 171 do Código Penal agora exige a representação do ofendido para o início da ação penal, exceto em casos específicos, como crimes contra a administração pública ou vulneráveis.

A discussão inclui a apresentação das modalidades de ação penal (pública incondicionada, pública condicionada à representação, ação privada e ação privada subsidiária da pública), abordando a transição do estelionato para uma ação condicionada, a necessidade de formalização da representação por parte da vítima e seus prazos, além de reflexões sobre como essa mudança pode afetar investigações e processos já existentes. O texto também explora a questão da retroatividade da lei e a necessidade de intimação da vítima em casos em andamento, assim como as divergências nos entendimentos dos juízes e das instituições sobre a aplicação da nova norma.

Por fim, é discutido o impacto das decisões nos casos de estelionato e a criticidade de garantir que a vítima tenha um papel ativo no processo penal, ressaltando a possibilidade de resolução de conflitos fora da esfera criminal, reforçando a autonomia da vítima em escolher prosseguir ou não com a ação penal.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A modalidade de ação penal no crime de estelionato e suas implicações após o advento da lei 13.964/2019" por Beatriz Daguer e Rafael Junior Soares.

  • Modificação na ação penal para o estelionato: A lei 13.964/2019 altera a modalidade de ação penal no crime de estelionato, tornando-a pública condicionada à representação do ofendido, com exceções específicas.
  • Condições de procedibilidade: Discussão sobre a necessidade da representação do ofendido para o início da ação penal e suas implicações práticas.
  • Prazo decadencial: O ofendido deve apresentar a representação no prazo de 6 meses a contar do conhecimento da autoria do crime.
  • Casos anteriores à nova lei: Análise de como a nova legislação se aplica a inquéritos e ações penais já em andamento antes da vigência da lei.
  • Intimação da vítima: Abordagem sobre a necessidade de notificação da vítima ou representante legal em processos já existentes para a apresentação da representação.
  • Segurança jurídica: A importância de uma interpretação uniforme na aplicação das novas regras para evitar insegurança nos procedimentos judiciais.
  • Aspectos positivos da alteração: Menor intervenção do Estado em questões de natureza privada e o papel ativo da vítima na persecução penal.
  • Críticas e sugestões: Reflexões sobre a possibilidade de expansão do novo regramento para outros crimes patrimoniais, além do estelionato.
  • Impacto no funcionamento do Judiciário: Discussão sobre a sobrecarga de processos e a relevância do interesse da vítima na decisão de prosseguir ou não com a ação penal.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Soraia MendesJurista, professora, pesquisadora e advogada com atuação e obras reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal e pela Corte Interamericana de Direitos Humanos. É pós-doutora em Teorias Jurídicas Contemporâneas, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ; doutora em Direito, Estado e Constituição pela Universidade de Brasília – UnB; mestra em Ciência Política, pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS; e pós-graduada em Direitos Humanos pelo Instituto de Filosofia Berthier – IFIBE.

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