União poliafetiva - ficção ou realidade?
O artigo aborda a evolução do conceito de família no Direito, destacando a união poliafetiva como uma realidade emergente, apesar de ainda ser alvo de controvérsias. A discussão envolve a legitimidade dessas relações à luz da Constituição e do Código Civil, contrapondo opiniões de doutrinadores a favor e contra a possível regulamentação dessas uniões. O texto enfatiza a importância do reconhecimento legal para garantir direitos e a dignidade dos envolvidos, refletindo as mudanças sociais cont...

O artigo aborda a evolução do conceito de família no Direito, destacando a transição do Código Civil de 1916, que reconhecia apenas o casamento civil, para a Constituição Federal de 1988, que introduziu a união estável como forma legítima de constituição familiar, incluindo uniões homoafetivas.
O texto menciona um marco importante em 2011, quando o STF reconheceu as uniões homoafetivas em seus direitos e deveres, equiparando-as às uniões heterossexuais. Avançando para a atualidade, o artigo discute a união poliafetiva, ou poliamor, apresentando exemplos culturais e um caso real em Tupã, onde uma escritura pública de união estável foi lavrada entre um homem e duas mulheres. Além disso, explora as divergências entre os juristas, com algumas visões defendendo a poliafetividade e outras considerando-a inválida frente à legislação atual.
Também destaca a mudança nas bases jurídicas do Direito de Família, enfatizando a importância do afeto nas relações contemporâneas e a urgência de uma regulação que garanta direitos e igualdade entre diferentes configurações familiares. Por fim, pondera sobre a necessidade de discutir a legalidade e proteção das relações poliafetivas no contexto da dignidade da pessoa humana e dos princípios constitucionais.
Tópicos do artigo
Principais pontos desenvolvidos no texto original
Principais tópicos abordados no artigo "União poliafetiva - ficção ou realidade?" por Yves Zamataro.
- Evolução do conceito de família: Discussão sobre a flexibilização do conceito de família no Direito brasileiro ao longo do tempo, passando do foco exclusivo no casamento civil para a aceitação da união estável e outros arranjos familiares.
- Reconhecimento da união estável: Análise do reconhecimento da união estável na Constituição Federal de 1988, incluindo uniões homoafetivas e a mudança de perspectiva sobre relações familiares.
- Casos de uniões poliafetivas: Exemplos da representação da união poliafetiva na cultura popular, como em filmes, e o reconhecimento dessa modalidade de relação por práticas concretas em cartórios.
- Desafios jurídicos: Discussão sobre a falta de previsão legal para as uniões poliafetivas e a repercussão dessa ausência no meio jurídico, bem como a diversidade de opiniões entre doutrinadores.
- Posicionamentos divergentes: Exploração das opiniões de especialistas como Regina Beatriz Tavares da Silva e Maria Berenice Dias sobre a validação ou não das relações poliafetivas, envolvendo questões de direitos e princípios constitucionais.
- Afeto como fundamento: Reflexão sobre o papel crescente do afeto nas decisões jurídicas que envolvem o Direito de Família e a necessidade de adaptação aos novos arranjos familiares contemporâneos.
- Necessidade de regulamentação: Argumentação sobre a urgência de regulamentação das uniões poliafetivas e a importância de garantir direitos iguais para todos os tipos de composição familiar no Brasil.
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