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Artigos Migalhas – Fake news podem ser contidas pela aplicação de lei?

ARTIGO

Fake news podem ser contidas pela aplicação de lei?

O artigo aborda a emergência das fake news na Sociedade da Informação e sua relação com a Quarta Revolução Industrial, destacando a necessidade de uma regulação que combine ações do Estado e de agentes privados para conter sua proliferação. A dificuldade do Judiciário em responder rapidamente a essa prática nociva é evidenciada, e propõe-se a autorregulação como um método viável, aliado ao uso de tecnologia e educação digital, para fortalecer a responsabilidade na era digital. Por fim, enfati...

Georges Abboud
10 jul. 2020
Fake news podem ser contidas pela aplicação de lei?

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a relação entre a disseminação de fake news e a necessidade de sua contenção através de regulamentações legais. O autor discute a importância da Sociedade da Informação e da Quarta Revolução Industrial, que trouxe avanços tecnológicos e, simultaneamente, o fenômeno das notícias falsas, que existe há séculos, mas ganhou nova dimensão com a internet e as mídias sociais.

O texto menciona a dificuldade do Estado em enfrentar as fake news de forma efetiva, propondo o conceito de autorregulação regulada, que combina ações do governo e do setor privado, como provedores de internet e aplicativos, para lidar com o problema. É abordada a legislação brasileira, especificamente o Marco Civil da Internet e suas implicações na responsabilidade dos provedores de conteúdo. Além disso, o artigo explora a eficácia das leis existentes em combater as fake news, a necessidade de educação digital e a implementação de tecnologias avançadas como inteligência artificial para identificação e combate a essas notícias.

O autor enfatiza que a responsabilidade não é somente do Poder Legislativo, mas também da sociedade em reivindicar uma abordagem mais crítica e informada sobre o uso digital, ressaltando o papel do Judiciário como último recurso para questões legais relacionadas.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Fake news podem ser contidas pela aplicação de lei?" por Rodrigo Toler.

  • Impacto da Quarta Revolução Industrial: Discussão sobre como a nova era digital trouxe benefícios e desafios, com destaque para a disseminação de fake news.
  • História das notícias falsas: Reflexão sobre a existência de fake news antes da era digital e sua perpetuação ao longo da história.
  • Novas esferas públicas: Análise das mídias sociais como novas arenas de debate e o impacto na formação de comunidades e tribos baseadas em interesses comuns.
  • Autorregulação regulada: Proposta de um modelo que envolve a participação do Estado e de agentes privados para combater as fake news de forma eficaz.
  • Desafios do Poder Judiciário: Avaliação da capacidade do Judiciário em lidar com a rápida disseminação de fake news e os danos imediatos que estas podem causar.
  • Marco Civil da Internet: Exame das disposições da lei 12.965/14 sobre a responsabilidade dos provedores de aplicações em relação a conteúdos ilícitos.
  • Importância da tecnologia: Papel das ferramentas tecnológicas, como inteligência artificial, na identificação e combate à propagação de notícias falsas.
  • Educação digital: Enfatização da necessidade de políticas públicas voltadas para a educação digital e mudança de comportamento na sociedade para um uso responsável da internet.
  • Papel do Poder Judiciário: Consideração do Judiciário como último recurso na regulamentação das fake news e na conscientização dos usuários sobre suas implicações legais.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Georges AbboudMestre, doutor e livre-docente em Direito pela PUC-SP, advogado, professor concursado em processo civil da PUC-SP e de direito processual e constitucional do Mestrado e Doutorado do IDP - Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa no Distrito Federal. Possui mais de uma década de experiência na advocacia e consultoria em litígios estratégicos e de alta complexidade em direito público e privado. É consultor jurídico, parecerista e \"expert witness\" em direito material e processual em litígios internacionais. Também é autor de mais de uma dezena de livros sobre direito, dentre as quais se destacam “Direito Constitucional Pós-Moderno”, “Ativismo Judicial”, “Pareceres” (atualmente com 3 volumes abrangendo direito privado e público) e “Processo Constitucional Brasileiro”, esse já em sua quinta edição. Membro da comissão de juristas da Câmara dos Deputados para sistematização da legislação sobre o processo constitucional brasileiro. Membro da comissão de juristas do Senado Federal para desenvolvimento do marco normativo da Inteligência Artificial. Atualmente, figura como membro do Conselho Jurídico da FIESP.

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