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Artigos Empório do Direito – Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva – por paulo silas taporosky filho

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ARTIGO

Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva - por paulo silas taporosky filho

O artigo aborda a utilização abusiva do requisito da "ordem pública" para fundamentar prisões preventivas, destacando que a gravidade do crime não deve ser utilizada como justificativa para a segregação cautelar. O autor critica a falta de precisão semântica e a confusão entre questões fáticas e processuais, que podem levar a decisões que afrontam a presunção de inocência. Defende que a prisão preventiva deve ser fundamentada em requisitos processuais concretos, sem antecipar a autoria, para ...

Paulo Silas Filho
18 set. 2016 19 acessos
Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva - por paulo silas taporosky filho
Publicado no Empório do Direito
Resumo do artigo

O artigo aborda a problemática da utilização do conceito de "ordem pública" como fundamento para a decretação da prisão preventiva, destacando que muitas decisões judiciais carecem de base legal sólida e são influenciadas por argumentos subjetivos.

O autor critica a imprecisão semântica desse termo, que muitas vezes se torna um pretexto para a prisão de forma arbitrária, sem respaldo nos requisitos processuais previstos no artigo 312 do Código de Processo Penal. Além disso, discorre sobre a confusão que ocorre ao fundamentar a prisão preventiva na gravidade do crime, o que na prática atesta a certeza da autoria antes que o processo transcorra. Essa confusão, segundo o autor, fere a presunção de inocência e compromete a integridade do sistema jurídico.

O texto também enfatiza que uma decisão prisional deve sempre respeitar a excepcionalidade da medida cautelar, e que qualquer fundamentação baseada na gravidade do crime ou periculosidade deve ser reavaliada à luz dos requisitos processuais específicos, assegurando que a necessidade e a proporcionalidade sejam consideradas nas decisões que restrictam a liberdade.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Empório do Direito.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Antecipando a decisão sobre a autoria: a gravidade do crime como fundamento da prisão preventiva" por Paulo Silas Taporosky Filho.

  • Requisitos da prisão preventiva: Discussão sobre a utilização do termo “ordem pública” como justificativa para a decretação da prisão preventiva e sua interpretação ampla e imprecisa.
  • Manipulação semântica: Análise de como o conceito de ordem pública tem sido distorcido, podendo incluir significados vagos como “periculosidade do réu” e “repercussão midiática”.
  • Limitação dos argumentos judiciais: Necessidade de a decisão judicial se basear em fatores processuais e não meramente em questões fáticas ou subjetivas.
  • Gravidade do crime como fundamento: Crítica à utilização da gravidade do crime como base para a prisão cautelar, implicando uma pré-condenação do acusado.
  • Presunção de inocência: Reflexão sobre como a argumentação baseada na gravidade do crime viola a presunção de inocência e a necessidade de um julgamento justo.
  • Excepcionalidade da prisão preventiva: Enfatização da prisão preventiva como uma medida excepcional que deve ser justificada por requisitos concretos e não por abstrações.
  • Consequências de decisões arbitrárias: Exame das implicações negativas de decisões judiciais que desconsideram as formalidades legais e os direitos do acusado.
  • Referências doutrinárias: Citações de renomados autores como Aury Lopes Jr. e Lenio Streck, que apoiam a crítica à utilização inadequada de fundamentos para a prisão preventiva.
Leia o artigo completo no Empório do DireitoTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Paulo Silas FilhoMestre em Direito; Especialista em Ciências Penais; Especialista em Direito Processual Penal; Especialista em Filosofia; Especialista em Teoria Psicanalítica; Bacharelando em Letras (Português); Professor de Processo Penal e Direito Penal (UNINTER e UnC); Advogado; Escritor; Membro da Comissão de Prerrogativas da OAB/PR; Membro da Comissão de Assuntos Culturais da OAB/PR; Membro da Comissão de Advocacia Criminal da OAB/PR; Membro da Rede Brasileira de Direito e Literatura.

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