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Artigos Migalhas – Algumas perplexidades decisórias acerca do controle de convencionalidade

ARTIGO

Algumas perplexidades decisórias acerca do controle de convencionalidade

O artigo aborda o controle de convencionalidade, analisando sua evolução e implicações nos tribunais internacionais, especialmente na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Os autores discutem as perplexidades em sua aplicação, como a distribuição de responsabilidades entre as autoridades públicas e as dificuldades interpretativas que surgem, destacando a necessidade de clareza nas diretrizes para evitar conflitos e garantir a proteção dos direitos humanos. Ao final, concluem que, apesar d...

Tiago Gagliano
05 mai. 2017 18 acessos
Algumas perplexidades decisórias acerca do controle de convencionalidade

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda o conceito de controle de convencionalidade, destacando sua origem e evolução na jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), começando pelo caso “Myrna Mack Chang Vs.

Guatemala”, onde se firmou a ideia de que todos os órgãos do Estado devem observar os princípios da Convenção Americana de Direitos Humanos. Em seguida, discute suas perplexidades, como a dúvida sobre a legitimidade das autoridades para exercer controle sobre atos de outras autoridades, propondo a necessidade de um limite às competências processuais (citação do caso "Cabrera y Montiel Vs. México"). Aborda também a teoria da margem de apreciação, analisando como essa discricionariedade pode conflitar com a aplicação do controle de convencionalidade, questionando o que acontece quando esse controle parece desafiar a autonomia dos signatários em interpretar suas obrigações internacionais.

Explora as ambiguidades na linguagem e nos critérios interpretativos da CIDH, instigando reflexões sobre a obrigatoriedade do controle de convencionalidade e suas implicações para os precedentes da CIDH. Finalmente, examina o papel da CIDH na avaliação do contexto probatório em casos, questionando se sua interpretação do material probatório se trata de um controle efetivo ou uma mera opinião subjetiva. O autor conclui que, embora o controle de convencionalidade seja um instituto interessante, ainda necessita de desenvolvimento para sua aplicação adequada nas jurisdições nacionais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Algumas perplexidades decisórias acerca do controle de convencionalidade" por Tiago Gagliano Pinto Alberto.

  • Controle de convencionalidade: breve escorço: Origem do controle de convencionalidade a partir da jurisprudência da Corte Interamericana de Direitos Humanos, com referências a casos significativos e a evolução do entendimento sobre a responsabilidade das autoridades públicas.
  • Obrigações das autoridades públicas: Discussão sobre os limites do exercício do controle de convencionalidade por autoridades públicas e o dilema que surgiria caso uma autoridade não reconheça a inconvencionalidade de uma norma.
  • Teoria da margem de apreciação: Análise da margem de apreciação em casos de controle de convencionalidade e como essa teoria pode gerar conflitos interpretativos entre os países signatários e a CIDH.
  • Imprecisão linguística e "coisa interpretada": Debate sobre a necessidade de um entendimento claro sobre a obrigatoriedade dos precedentes da CIDH e o conceito de "coisa interpretada" como limite à interpretação.
  • Direcionamento probatório diverso: Reflexões sobre as diferentes diretrizes probatórias aplicáveis nas decisões da CIDH e como isso pode impactar o julgamento no ambiente judicial interno dos países signatários.
  • Conclusão: Consideração de que, apesar do potencial do controle de convencionalidade, ainda é necessário um desenvolvimento maior para sua aplicação irrestrita, conforme sugerido pela CIDH.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Tiago GaglianoPós-doutorado em Direito (PUCPR e Universidad León-ES), em Psicologia do Testemunho (PUC-RS) e em Ontologia e Epistemologia (PUCPR). Doutor em Direito (UFPR). Professor (stricto e lato sensu) e Juiz de Direito (TJPR).

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