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Artigos Migalhas – A execução provisória em condenações no Tribunal do Júri

ARTIGO

A execução provisória em condenações no Tribunal do Júri

O artigo aborda a execução provisória da pena no Tribunal do Júri, analisando a recente alteração legislativa introduzida pela lei 13.964/2019. Os autores discutem a nova previsão que permite a execução da pena de condenações superiores a 15 anos de reclusão, ressaltando as implicações sobre os princípios da presunção de inocência e do duplo grau de jurisdição, além de abordar os conflitos com normas do Código de Processo Penal. A análise crítica levanta preocupações sobre a compatibilidade d...

Rodrigo Faucz
23 jan. 2020 19 acessos
A execução provisória em condenações no Tribunal do Júri
Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a execução provisória da pena em condenações no Tribunal do Júri e suas implicações legais, a partir da análise das alterações trazidas pela lei 13.964/2019, resultante do pacote anticrime, especificamente no que tange ao Código de Processo Penal.

Primeiramente, discute-se o impacto da criação do juiz de garantias, destinado a assegurar imparcialidade durante a instrução e julgamento dos casos. Em seguida, é detalhada a nova previsão do art. 492, inciso I, alínea "e", que determina a execução provisória da pena para condenações de 15 anos ou mais, questionando a compatibilidade dessa previsão com o princípio da presunção de inocência e o direito ao duplo grau de jurisdição. O autor analisa também a possibilidade de o juiz deixar de decretar a execução provisória se existirem questões substantivas que possam levar à revisão da condenação, conforme o parágrafo 3º. Além disso, é abordado o papel da apelação, que agora não terá efeito suspensivo em condenações superiores a 15 anos, mas poderá, em casos excepcionais, receber esse efeito, destacando a subjetividade nos critérios de concessão, conforme estipulado nos parágrafos 4º e 5º.

O parágrafo 6º, que versa sobre a instrução do pedido de efeito suspensivo, é considerado dispensável. Por fim, o artigo releva críticas ao entendimento de que a execução imediata da pena seria recomendada pela soberania dos veredictos, enfatizando que tal interpretação pode violar garantias constitucionais fundamentais e propondo a necessidade de reavaliações metodológicas no procedimento do júri à luz das novas diretrizes legais.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "A execução provisória em condenações no Tribunal do Júri" por Rodrigo Faucz Pereira e Silva.

  • Alterações da Lei 13.964/2019: Discussão sobre as mudanças trazidas pela nova legislação, em especial a criação do juiz de garantias e a execução provisória da pena em condenações.
  • Artigo 492 do CPP: Análise das novas disposições acerca da sentença do Tribunal do Júri e a determinação da execução provisória da pena, especialmente para penas superiores a 15 anos de reclusão.
  • Princípio da presunção de inocência: Debate sobre como a execução provisória antes do trânsito em julgado pode violar este princípio fundamental da Constituição Federal.
  • Alteração do Artigo 283 do CPP: Implicações da nova redação que limita as possibilidades de prisão antes do trânsito em julgado e o conflito gerado com o artigo 492.
  • ADC 43 e interpretação constitucional: Comentário sobre decisões do STF a respeito da impossibilidade de execução da pena em segunda instância e suas consequências para o Tribunal do Júri.
  • Questões substantivas e efeitos suspensivos: Reflexões sobre como questões levantadas durante o julgamento podem impactar a execução da pena e a possibilidade de recorrer em liberdade.
  • Legitimidade do direito de recorrer: A importância do duplo grau de jurisdição e a defesa do direito ao recurso como garantias fundamentais.
  • Críticas à nova legislação: Análise da criação de uma nova modalidade de prisão sem trânsito em julgado, questionando sua constitucionalidade e igualdade em relação a outros crimes.
  • Impactos no procedimento do júri: Como as alterações legislativas devem ser interpretadas e aplicadas dentro do contexto do Tribunal do Júri, especialmente no que se refere ao juiz de garantias.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Rodrigo FauczPós-doutor em Direito (UFPR), doutor em Neurociências (UFMG), mestre em Direito (UniBrasil). Professor de Processo Penal e coordenador da pós-graduação em Tribunal do Júri do Curso CEI. Advogado criminalista habilitado no Tribunal Penal Internacional (Haia).

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