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Artigos Migalhas – Alguns contrapontos ao voto do ministro Luiz Fux nas ADI’s sobre o juiz das garantias

ARTIGO

Alguns contrapontos ao voto do ministro Luiz Fux nas ADI's sobre o juiz das garantias

O artigo aborda a análise do voto do ministro Luiz Fux nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade relacionadas ao juiz das garantias, destacando críticas à sua interpretação sobre o sistema acusatório e aos potenciais riscos de manutenção da matriz inquisitorial do direito penal brasileiro. Os autores, Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Bruno Milanez e Bruno Cunha Souza, argumentam que a necessária separação das funções judiciais é fundamental para a imparcialidade e que a proposta de Fux po...

Jacinto Coutinho
14 jul. 2023 11 acessos
Alguns contrapontos ao voto do ministro Luiz Fux nas ADI\'s sobre o juiz das garantias

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Publicado no Migalhas
Resumo do artigo

O artigo aborda a análise crítica do voto do ministro Luiz Fux nas Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) referentes ao juiz das garantias, destacando o contexto das reformas processuais no Brasil, especialmente após o “Pacote Anticrime”, e a proposta de divisão de funções entre magistrados para garantir imparcialidade.

Os autores discutem a premissa de Fux de que o sistema acusatório depende apenas da separação formal de funções, contrapondo que a forma de produção de prova é crucial, e debatem a natureza inquisitorial do sistema processual brasileiro, ressaltando as limitações das reformas parciais que mantêm aspectos antigos. A interpretação da lei pelo ministro, que sugere a compatibilização do artigo que cria o juiz das garantias com normas anteriores do Código de Processo Penal, é criticada, argumentando-se que ela enfraquece o contraditório e aprecia a continuidade das práticas inquisitoriais, ao passo que a previsão de um juiz das garantias é vista como um avanço necessário.

Ademais, discorrem sobre a inconstitucionalidade do acesso do juiz da ação penal aos autos do inquérito e a confusão entre graus de jurisdição, além das implicações de sua interpretação que poderia resultar na fragmentação do sistema processual penal em diferentes estados. Por fim, enfatizam a importância de garantir a originalidade cognitiva e a transição efetiva para um modelo acusatório, que respeite os direitos fundamentais e a qualidade da prova, conclamando por uma mudança de mentalidade na aplicação do sistema penal brasileiro.

Resumo editorial produzido pela equipe da Criminal Player. O texto integral é de autoria dos experts e está publicado no Migalhas.

Tópicos do artigo

Principais pontos desenvolvidos no texto original

Principais tópicos abordados no artigo "Alguns contrapontos ao voto do ministro Luiz Fux nas ADI's sobre o juiz das garantias" por Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Bruno Milanez e Bruno Cunha Souza.

  • Contexto das reformas processuais: Discussão sobre a falta de uma reforma global do CPP/1941 e a implementação da Lei n. 13.964/19, que introduz o Juiz das Garantias no sistema processual penal brasileiro.
  • Premissa do julgamento: Análise do voto do Min. Luiz Fux sobre a definição do sistema acusatório e sua interpretação sobre a separação de funções no processo penal.
  • Qualidade do contraditório: Crítica à premissa de que a separação formal de funções é suficiente para qualificar o processo como acusatório, enfatizando a importância da iniciativa probatória e da acessibilidade dos autos.
  • Interpretação da lei: Críticas à interpretação conforme proposta pelo Min. Fux do artigo 3º-A do CPP, evidenciando a manutenção dos poderes instrutórios do juiz, contestando a judicialização e a autonomia legislativa.
  • Divisão funcional de competências: Debate sobre a figura do juiz das garantias e sua função na legalidade das investigações, esclarecendo a diferença entre graus de jurisdição e divisões funcionais em primeiro grau.
  • Consequências da proposta de Fux: Avaliação dos potenciais problemas decorrentes da ideia de permitir que a União, Estados e Municípios decidam sobre a implementação do juiz das garantias, incluindo insegurança jurídica e inconsistências no sistema processual.
  • Separação dos autos: Discussão sobre o acesso dos juízes aos atos investigativos e a importância do acautelamento dos autos do juiz das garantias, bem como as implicações para a imparcialidade do processo.
  • Necessidade de mudança no sistema: Sugestões sobre como a reforma pode ser realizada para adequar o sistema penal ao modelo acusatório, com ênfase no papel do juiz na construção da prova e no contraditório.
  • Conclusão e expectativa: Reflexão sobre o impacto da decisão do STF sobre a constitucionalidade do juiz das garantias e a importância de transformar o processo penal para garantir um sistema mais justo e democrático.
Leia o artigo completo no MigalhasTexto integral no site da publicação
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Sobre os experts

Professores e especialistas que conduziram este conteúdo

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Jacinto CoutinhoProfessor Titular de Direito Processual Penal da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (aposentado). Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências Criminais da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Professor do Programa de Pós-graduação em Direito da UNIVEL, Cascavel. Especialista em Filosofia do Direito (PUCPR), Mestre (UFPR); Doutor (Università degli Studi di Roma “La Sapienza”). Presidente de Honra do Observatório da Mentalidade Inquisitória. Advogado. Membro da Comissão de Juristas do Senado Federal que elaborou o Anteprojeto de Reforma Global do CPP, hoje Projeto 156/2009-PLS.

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